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Comissão de Direitos Humanos discute situação da Polícia Militar

Publicado em: 08/04/2014 00:00
Editoria: Diário Oficial

O encontro no colegiado, realizado na manhã de ontem, foi conduzido por Capitão Tadeu
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A Comissão de Direitos Humanos e Segurança Pública da Assembleia Legislativa se reuniu, na manhã de ontem, e debateu a situação da Polícia Militar na Bahia, com a presença do tenente coronel Edmilson, do major Humberto e do major Ubiraci. Conduzida pelo deputado Capitão Tadeu (PSB), a reunião também recebeu Clarice Salles, que fez uma denúncia de perseguição e suspeita de tráfico de influência dentro da polícia e solicitou o apoio do colegiado na investigação do caso.
Em sua fala, o tenente coronel Edmilson relembrou o trabalho desenvolvido pela Comissão Modernizadora, um grupo de trabalho constituído com a missão de estudar e promover a reestruturação e modernização organizacional da Polícia Militar da Bahia, coordenado pelo secretário de Segurança Pública, Maurício Barbosa, e do qual também fizeram parte associações de classes; coronéis da PM/Ba; a Casa Civil; a PGE; voluntários do Observatório da Cidadania (OBCI) e a Assembleia Legislativa da Bahia, com os deputados Capitão Tadeu (PSB) e Delegado Deraldo Damasceno (PSL). “Esses deputados acompanharam o nosso esforço em pesquisar quase todos os estados da federação para trazer o que há de melhor nos seus estatutos e realmente revolucionar a nossa corporação”, disse o coronel. Ele também aproveitou para frisar que a questão salarial foi debatida nesta mesa de trabalho, sendo até mesmo apresentada pelas associações uma proposta alternativa de remuneração da PM através de subsídios, entregue para análise do governo. “Estamos aguardando com bastante ansiedade o próximo dia 10, quando essas propostas serão apresentadas às associações e depois encaminhadas à assembleia. E desde já, solicitamos o apoio dos senhores deputados para vermos uma corporação realmente modernizada e que atenda aos reclames da nossa sociedade”, complementou o oficial.
Para o deputado Yulo Oiticica (PT), o colegiado deverá oficialmente se colocar como um interlocutor entre o governo e a polícia. “Não conheço melhor intermediador que os parlamentares. Negociadores natos é o que nós somos”, afirmou o deputado. Seu ponto de vista teve a concordância do colega Damasceno, que destacou a necessidade de “levar ao governo os anseios dos companheiros da PM, para que não ocorra aquilo que não desejamos que aconteça”. A possibilidade de uma nova greve por parte da polícia também preocupa bastante o deputado Capitão Tadeu (PSB). “Uma greve é algo catastrófico para sociedade. Pois pará a economia e se instala uma sensação de insegurança na sociedade”, resumiu o major Ubiraci. Foi consenso entre os presentes que a mesa de negociação será o melhor caminho a ser adotado. 

DENÚNCIA

De acordo com Clarice Salles, uma briga fútil entre vizinhas motivou a atual perseguição que ela afirma sofrer. Moradora do bairro de Itapuã há mais de 13 anos, Clarice afirma que tudo começou quando a sua vizinha se mudou para o local, há cerca de um ano. Na época, a denunciante conta que a nova moradora, uma ex-policial militar do estado de São Paulo, fez a proposta de comprar a sua casa, com a negativa dada por Clarice, iniciou-se uma série de ameaças. “Minha casa já foi invadida três vezes pelo COE. Além dela falar para mim as mesmas palavras que eu usei no depoimento na polícia”, afirmou Clarice, que já apresentou denúncia duas vezes na Corregedoria Geral da Polícia e, seguindo a orientação da própria Corregedoria, fez boletim de ocorrência na Delegacia do Idoso.
A participação do COE, o Centro de Operações Especiais da Polícia Civil da Bahia, no episódio intrigou os deputados, por não entender a necessidade de sua participação  no caso. O colegiado abraçou a denúncia de Clarice e encaminhará toda a documentação para a Secretaria de Segurança Pública e demais órgãos competentes, a fim de aferir se existe mesmo o tráfico de influência e elucidar a questão.



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