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Legado da Copa é debatido na AL

Publicado em: 03/04/2014 00:00
Editoria: Diário Oficial

Os deputados se reuniram com Ney Campello, secretário extraordinário para Assuntos da Copa
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"A Copa do Mundo é o ponto de partida, não o ponto de chegada." Foi dessa forma que o secretário extraordinário para Assuntos da Copa do Mundo (Secopa), Ney Campello, em audiência pública realizada ontem na Assembleia Legislativa, defendeu o legado que o evento esportivo deixará para Salvador. "A realização da Copa acelerou os investimentos em obras estruturantes que, se não fosse a competição, não teriam saído do papel", afirmou o representante do governo baiano.
A audiência da qual Campello participou foi promovida pela Comissão Especial da Copa 2014, que é presidida pelo deputado Bruno Reis (PMDB). Também estiveram presentes no evento o gestor do Escritório Municipal da Copa (Ecopa), Isaac Edington, e o presidente da Itaipava Arena Fonte Nova, Marcos Lessa, além dos deputados Maria del Carmen (PT), Rosemberg Pinto (PT), Roberto Carlos (PDT) e Fabrício Falcão (PC do B).
O objetivo da audiência foi debater as ações executadas para preparar Salvador e a Arena Fonte Nova para o evento, além de levantar os pontos que ainda precisam ser realizados. "Salvador precisa apresentar nível de excelência na organização, estando de acordo não apenas com os padrões estabelecidos pela Fifa mas, sobretudo, prezando pelo que é esperado pelos próprios soteropolitanos", observou Bruno Reis.
 
MONTAGEM

O presidente da Itaipava Arena Fonte Nova observou que, da parte do estádio, o que precisa ser feito de relevância ainda é a montagem dos acentos temporários. "A operação durante a Copa é mínima", observou Marcos Lessa. Ele explicou que, entre os dias 21 de maio e 12 de julho, o estádio fica sobre a gestão da Fifa. Já a montagem dos acentos temporários está marcada para ter início no dia 5 de maio.
Lessa aproveitou a audiência para falar sobre o que chamou de "legado antecipado" da Copa. Dentro desse contexto, ele apresentou dados mostrando, por exemplo, que a média de público nos jogos do ano passado foi 34% acima da média do Campeonato Brasileiro.
Citou ainda que a Arena já sediou 38 eventos não esportivos – entre eles a gravação do DVD de Ivete Sangalo e shows internacionais, como os de David Guetta e Elton John. "O show de Elton John teve um público de 38 mil pessoas, recorde absoluto da turnê do artista no Brasil. Para se ter uma ideia, o segundo o lugar foi o show no Mineirão com 20 mil pessoas", contou o presidente da Arena.
Já Ney Campello, ao falar sobre os legados da Copa, citou a mobilidade urbana. "Foi a Copa que trouxe o metrô para Salvador. Durante o evento, a população vai perceber muito pouco, com apenas os 7,5 quilômetros que estavam parados há 12 anos, mas depois ela vai ganhar um sistema de 41 quilômetros", lembrou.
O titular da Secretaria Extraordinária para Assuntos da Copa do Mundo falou também sobre o que foi feito no entorno da Arena Fonte Nova, com a revitalização, valorização imobiliária, geração de trabalho e renda para a população. E destacou o interesse da população em assistir ao evento esportivo. "Dos 3 milhões de ingressos para os jogos da Copa, 2,6 milhões já foram vendidos."
A audiência na Assembleia foi marcada também por críticas aos investimentos feitos nos estádios e à "submissão" às regras impostas pela Fifa. O deputado Rosemberg Pinto (PT), por exemplo, disse não ter como explicar para a população o fato de a Arena Fonte Nova ter sido construída em dois anos, enquanto o metrô de Salvador ainda não ficou pronto, apesar das obras terem sido iniciadas há 12 anos. Ele criticou também a "subordinação dos Executivos federal, estadual e municipal às exigências de uma entidade privada internacional".
A deputada Maria del Carmen (PT) disse que também tem críticas ao papel da Fifa, mas ressaltou que esse debate ficou para trás. "Agora, temos que demonstrar ao mundo que temos a tecnologia, o conhecimento e somos capazes de realizar com sucesso um evento desse porte." Já Ney Campello lembrou: "Eu não conheço nenhum país que tenha dito eu não quero a Copa." Ele citou várias razões para isso, entre elas, o fortalecimento da imagem do país para o restante do mundo.



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