O deputado Adolfo Menezes (PSD) foi reeleito para a presidência da Comissão de Finanças, Orçamento, Fiscalização e Controle, instalada ontem pela manhã. Além dele, foram mantidos os demais integrantes do colegiado e continuarão a compor a comissão como membros efetivos os deputados Gaban e Tom Araújo (ambos do DEM), pela oposição, e Alan Sanches (PSD), João Bonfim (PDT), Luiz Augusto (PP), Paulo Câmera (PDT) e Zé Raimundo (PT), indicados pelo líder da maioria. Como suplentes, pelos governistas, foram indicados Carlos Ubaldino (PSC), Joseildo Ramos (PT) e Sidelvan Nóbrega (PSL) e, pelo bloco de oposição, o peemedebista Bruno Reis.
Ontem mesmo, os debates entre os deputados tiveram início, ainda que de maneira informal. Após a reeleição do presidente, o deputado Gaban lançou críticas ao Governo do Estado, sobretudo no que tange às contas públicas, e sugeriu que a Comissão de Finanças analise o mérito dos relatórios apresentados pelo Executivo. Opinou que este procedimento não teria por intenção "punir" a administração estadual, mas sim o propósito de alertar o governo sobre eventuais equívocos cometidos na gestão pública, função, disse, inerente não apenas ao Legislativo, mas também ao Tribunal de Contas do Estado.
Foi contestado pelo deputado Paulo Câmara, para quem a sessão de ontem não comportava tal discussão por se tratar de procedimento eminentemente regimental de simples instalação da comissão. Ponderou que os colegiados "carecem de profundo conhecimento técnico por falta de assessoria", o que abriu nova polêmica com o oposicionista. Para Gaban, este posicionamento supõe a defesa de expansão das assessorias técnicas das comissões, que ele considera "um escândalo".
A Comissão de Finanças, Orçamento, Fiscalização e Controle, segundo mais importante do Legislativo, continuará a reunir-se semanalmente às terças-feiras, sempre às 11h.
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