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Papel dos bancos públicos é debatido em sessão especial

Publicado em: 11/11/2013 00:00
Editoria: Diário Oficial

A Mesa dos Trabalhos foi composta por políticos e representantes das instituições
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O papel dos bancos públicos no desenvolvimento social e econômico do Brasil foi o tema da sessão especial realizada, na manhã de sexta-feira, na Assembleia Legislativa da Bahia. Proposto pelo deputado Carlos Brasileiro (PT), o evento reuniu representantes da Caixa Econômica Federal (CEF), Banco do Brasil (BB) e Banco do Nordeste do Brasil (BNB), além de representantes sindicais e de outros segmentos da sociedade civil organizada.
Para Carlos Brasileiro, os bancos públicos são agentes de transformação, "garantindo serviços que geram benefícios sociais, além de proporcionarem, através do crédito, a concretização de sonhos, a geração de renda e a criação de milhões de empregos". Ele acrescentou que os bancos estimulam negócios, proporcionam a realização do sonho da casa própria, fomentam a agricultura e garantem serviços que geram benefícios sociais como FGTS, Bolsa Família, PIS, entre outros.
"Antes da era Lula e Dilma, os bancos, que sempre foram pujantes e de grande importância para o desenvolvimento do país, correram sérios riscos", observou Brasileiro, no discurso que abriu a sessão especial. "A política neoliberal quis vender o nosso patrimônio, que é de todos os brasileiros. Por pouco não entregaram nossos bancos públicos ao capital estrangeiro", acrescentou ele.
O deputado petista acrescentou ainda que, a partir do governo Lula, "os bancos públicos não apenas foram valorizados e modernizados, como passaram a ser agentes diretos da grande transformação que passa o país nos últimos 10 anos, com a injeção de bilhões na economia todos os anos, fomentando os mais diversos setores".
Presente ao evento, o diretor de Negócios do Banco do Nordeste, Paulo Sérgio Rebouças Ferraro, falou sobre os desafios da instituição. "Nos últimos anos, o Nordeste cresceu muito, mas ainda estamos muito longe dos PIBs do Sul e Sudeste", observou Ferraro, destacando o papel do banco nesse sentido. "Por volta de 69% dos municípios nordestinos estão localizados no semiárido, região onde o banco está bastante presente."
Os programas de microcrédito urbano e rural do Banco do Nordeste alcançaram, no ano passado, R$ 5,2 bilhões em empréstimos. Somente em 2012, houve um aumento de cerca de 40% em relação ao ano anterior. Para o deputado Carlos Brasileiro, o crescimento do microcrédito no Nordeste reflete o empreendedorismo dos nordestinos e se alia ao nível de excelência atingido pelos programas do BNB, com anos de experiência e práticas reconhecidas no Brasil e no exterior.
Já o gerente regional da Caixa, Paulo Sérgio Pithon Sarno, explicou que mais de 10% dos investimentos do governo federal são feitos pelo banco público. "Um banco público como a Caixa tem que fazer investimentos importantes em infraestrutura, habitação e outros setores, e também tem a obrigação de se manter rentável", observou. Segundo ele, a Caixa vem expandindo sua presença em todo o país, incluindo a Bahia, com a abertura de centenas de novas agências.
O vice-presidente de Governo do Banco do Brasil, Benito Gama, foi outro representante das instituições públicas a se pronunciar na sessão especial. Ele lembrou que o BB é o maior banco da América Latina, presente em 29 países. "O Banco do Brasil está presente na grande maioria dos municípios brasileiros e seu papel para o desenvolvimento do país é indiscutível", afirmou ele, acrescentando que, só no primeiro semestre deste ano, o BB alcançou a marca de 170 mil unidades habitacionais contratadas pelo programa Minha Casa, Minha Vida, sendo 85 mil unidades para famílias com renda familiar mensal até R$ 1.600.



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