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Ausência de prefeito impossibilita busca por consenso em conflito

Publicado em: 24/10/2013 00:00
Editoria: Diário Oficial

Presidente do colegiado, João Bonfim lamentou ausência do administrador de Tucano
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A ausência do prefeito de Tucano, Igor Moreira Nunes, na sessão ordinária de ontem pela manhã, impediu que a Comissão Especial de Assuntos Territoriais e Emancipação da Assembleia Legislativa, presidida pelo deputado João Bonfim (PDT), encontrasse um consenso, juntamente com técnicos da SEI, para solucionar o conflito existente entre este município e a vizinha cidade de Cipó, na redefinição dos seus novos limites.
O deputado pedetista lamentou bastante a ausência do administrador de Tucano, pois sua intenção era ouvir os prefeitos dos dois municípios, encontrar um contraponto, afim de fazer um contraponto e definir de uma vez por todas o impasse, pois a demora irá prejudicar Cipó no repasse dos recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), para 2014.
O município de Cipó, representado também pelo deputado Carlos Ubaldino (PSD), reclama a posse do distrito de Kauanga, que legalmente pertence a Tucano, embora distante 40 km da sede, enquanto está a 10 km de Tucano. A maioria da comunidade desse distrito tem o sentimento de pertencimento por Cipó, que proporciona quase toda estrutura de funcionamento do mesmo, inclusive da sua principal via de acesso.
"Eu consegui asfaltar seis quilômetros de via de acesso e já solicitei ao governo do Estado mais quatro quilômetros para beneficiar a população de Kauanga. Queremos um consenso para não prejudicar essa comunidade, que tem o sentimento de pertencimento e aceita até mesmo o plebiscito", argumenta Carlos Ubaldino.
O presidente da comissão, responsável pela já denominada "Lei João Bonfim", por sua vez, quer apressar não somente a solução desse conflito, como de outros, pois os projetos de territórios de identidade em que os municípios estão incluídos continuam ainda na SEI, na fase de definição da sua equipe técnica.
"O prefeito de Tucano esteve comigo uma vez e o convidei para sentarmos juntos para resolver este conflito. Ele me disse que não podia abrir mão de Kauanga por questões políticas e o povo de Tucano não iria ficar satisfeito com essa decisão. Deixou claro que seria sacrificado pela população, reconhecendo que Kauanga pertence mesmo a Tucano".
João Bonfim confirmou ainda que fará um encaminhamento para a SEI para convidar os dois prefeitos, pois os projetos ainda estão lá com os técnicos e certamente em condições de discussão. O momento para definirmos o problema ainda não é aqui, apesar de todo interesse do colegiado. Vou solicitar inclusive à SEI, através do dirigente Geraldo Reis, que só envie os projetos com a solução dos conflitos, pois a questão aqui é política, justificou o presidente.
A comissão recebeu também a prefeita de Ubatã, Simeia Queiroz, que fez uma exposição dos prejuízos que o município que dirige sofreu com desmandos nos últimos 20 anos. Alegou que atualmente está perdendo índice populacional por atitudes cometidas pelo vizinha cidade de Ibirataia, principalmente no recrutamento de pais e alunos que pertencem a Ubatã com propostas inclusive de empregos.
A deputada Maria del Carmen (PT), acompanhada do prefeito de Aporá, João Neto, também recebeu apoio da comissão quanto à queixa de ter perdido área territorial na redefinição dos limites. João Bonfim inclusive retirou o assunto de pauta em plenário, na sessão de anteontem, para rever esta situação.



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