A Comissão Especial do Porto Sul, presidida por Augusto Castro (PSDB), realiza audiência pública no próximo dia 6 de novembro para debater os problemas que vêm atrasando o início das obras e inquietando a população. Deste encontro participarão o representante da Casa Civil do Governo, Eracy Lafuente, o diretor geral do Derba, Saulo Pontes, e Célio Pinto, do Ibama. Os deputados pretendem convidar também representantes da comissão de agricultores de Aritaguá, insatisfeitos com os valores pagos pelo governo pela desapropriação de terras destinadas à construção do empreendimento. São mais de 1,7 mil hectares do Porto Sul, em Ilhéus, e, segundo têm anunciado os agricultores, a intenção não é paralisar o projeto, mas sim obter apoio popular e, assim, exigir do governador Jaques Wagner indenizações justas pela área desapropriada na zona norte de Ilhéus. Para isso os agricultores estão coletando assinaturas, inclusive através da internet.
Os cálculos apontam para a existência de 228 propriedades na área afetada, a maioria pertencente a pequenos agricultores, que querem "indenizações justas para recomeçarem em outros locais com dignidade e fazerem o que sabem para sobreviver", diz a petição que está disponível para assinaturas na internet.
Governo do Estado, Ibama e a Bahia Mineração já assinaram com o Ministério Público o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), que prevê a realização de mais duas audiências públicas para discutir o assunto, desta vez em Itabuna e Ilhéus. Até o final deste mês a Comissão Especial Porto Sul decidirá se mantém a audiência pública do colegiado ou se a realiza em conjunto com a do Ministério Público.
Com estas audiências, os deputados pretendem ampliar o diálogo com segmentos sociais para facilitar a compreensão do projeto e buscar a agilização do início das obras. O projeto do Porto Sul contempla uma mina, uma ferrovia e um porto.
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