O prazo de um ano para filiação dos candidatos às eleições de 5 de outubro de 2014 foi até sábado passado, o que levou sete parlamentares a trocar de legenda, alterando o quadro partidário da Assembleia Legislativa. Essas mudanças não afetam de forma significativa a correlação de forças entre os blocos da maioria e minoria, mas tem impacto direto na composição das comissões técnicas, que poderão ser dissolvidas pela presidência para uma rearrumação amparada na nova realidade partidária.
Excetuando o deputado Bruno Reis, todos os demais já comunicaram oficialmente a Casa sobre a troca de partido. O Partido da República (PR) ficou reduzido a um único parlamentar, Reinaldo Braga. Os deputados Graça Pimenta, Sandro Régis e Elmar Nascimento, por sua vez, deixaram a legenda. Os dois últimos ingressaram no Democratas (DEM) e a deputada migrou para o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). O DEM ganhou outro quadro, o deputado Targino Machado, que se desfiliou do Partido Social Cristão (PSC).
QUADRO GERAL
O deputado Pastor Sargento Isidório saiu do Partido Socialista Brasileiro (PSB) para o Partido Social Cristão (PSC). Esta sigla ganhou ainda a filiação da deputada Maria Luiza, que deixou o Partido Social Democrático (PSD). Por fim, o deputado Bruno Reis deixou o Partido Republicano Progressista (PRP) para também ingressar no PMDB em ato festivo realizado na sede da legenda.
A correlação de forças entre as bancadas do governo e da oposição não sofreu mudança proporcional, pois houve apenas um acréscimo nas hostes oposicionistas, com o ingresso da deputada Graça Pimenta no PMDB. Até então ela atuava de forma independente na Assembleia, pois a bancada estava formalmente dividida entre aqueles que faziam oposição e os que apoiavam a administração estadual.
Além da redução na representação do PR, as alterações se refletiram substancialmente apenas no DEM, que passou a ter status de bancada, já tendo indicado o seu líder, o deputado Gaban. São 16 as legendas representadas em plenário. Quanto à ordem de grandeza das legendas representadas no plenário, a maior continua sendo a do Partido dos Trabalhadores (PT), com 14 membros (não afetado pelas mudanças), seguida do PSD, com nove integrantes (perdeu uma cadeira) e agora do DEM, que ganhou três, e ficou sete integrantes.
O Partido Progressista (PP) manteve suas cinco cadeiras e o PDT permaneceu com quatro cadeiras (está licenciado o deputado Paulo Câmara, que integra o secretariado estadual).
Quando Bruno Reis formalizar sua entrada no PMDB, a sigla passará a ter cinco integrantes. O PSC ganhou uma cadeira e fica com três membros, número igual ao do PTN e do PCdoB, que não foi afetado pelas mudanças. O Partido Republicano Brasileiro (PRB) o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) e o Partido Social Liberal (PSL) permaneceram com duas cadeiras, enquanto o PRP (que perdeu um deputado), o PR (que sofreu a maior saída de parlamentares, três) e o PSB, (com uma deputado a menos) e o PV tem agora um integrante cada.
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