“Compreendo que compete a Assembleia atuar para preservar a história da Bahia e dos baianos, bem como fomentar a nossa cultura, sem deixar de lado as atribuições maiores fixadas pela Carta Estadual de fiscalizar e legislar. Com desvelo e espírito público, cumprimos com o nosso dever. Cabe ainda ao Legislativo auscultar a sociedade, identificar seus anseios ou reivindicações, bem como intermediar soluções para conflitos, reverberar os reclamos dos baianos e zelar por nossa cultura – tão rica e diferenciada.
Na área cultural, executamos um programa editorial que, apenas sob a minha presidência, viabilizou a publicação de 107 livros, de inegável valor literário ou histórico. Isso significa mais de um livro por mês. Convenhamos, não é pouco. O que foi pensado como uma ação de marketing cultural, felizmente foi convertido numa vigorosa arma de afirmação da nossa cultura, pois remonta aos anos finais do século passado a parceria entre a Assembleia Legislativa e a Academia de Letras, expressa em sucessivos convênios.
Tenho o raro privilégio de presidir pela terceira vez consecutiva a Assembleia Legislativa de nossa terra. Uma instituição republicana voltada para o debate político, integrada por contrários – onde não existe relação de autoridade ou de subordinação entre os seus 63 ocupantes. Somos pares. Embora os iguais sejam muito diferentes entre si.
Para a exata compreensão do ambiente comum ao Legislativo em todo o mundo, a frase “cada cabeça, uma sentença” atribuída ao poeta romano Públio Terêncio, define perfeitamente esta característica intrínseca do parlamento. O que me leva a salientar o caráter excepcional, das unanimidades obtidas. É, portanto, motivo de orgulho o apoio unânime emprestado pelo conjunto dos 63 deputados, ao nosso programa editorial.
Finalizo, lembrando que certa vez ao prefaciar um de nossos livros, confessei que me alinho com Monteiro Lobato, autor da lapidar sentença: 'Um país se faz com homens e livros'. Ainda não encontro razões para mudar de opinião”.
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