A ausência dos dirigentes da Concessionária Via Bahia, que administra a BR-324, não impediu que a Comissão de Defesa do Consumidor e Relações do Trabalho, presidida pelo deputado João Carlos Bacelar (PTN), se incorporasse à luta do movimento das comunidades dos bairros de Água Claras e Valéria que reivindicam a construção de duas passarelas nos quilômetros 612 e 617, respectivamente, desta importante rodovia.João Carlos Bacelar e os demais componentes do colegiado lamentaram bastante a atitude da Via Bahia, que se limitou a enviar correspondência justificando compromissos assumidos anteriormente pela concessionária para o dia de ontem, alegando que há previsão contratual para construção de duas passarelas nas proximidades do trecho em referência. A comissão decidiu ontem mesmo visitar a Via Bahia para defender a construção imediata das passarelas, pois cerca de 370 moradores atravessam a BR-324 diariamente, entre os bairros de Águas Clara e Valéria, para atividades profissionais e, às vezes, levam mais de 30 minutos para conseguir o objetivo, além do risco que correm, o que tem provocado atropelamentos fatais. "Em 2012, foram sete acidentes com três mortes. Este ano, até o mês passado, aconteceram dez acidentes com três mortes. Este índice é uma comprovação do perigo por que passam essas comunidades, que por falta de passarelas são obrigadas a atravessar a BR-324, porque precisam trabalhar, ir para o colégio, em sua maioria crianças, e mais uma série de outras obrigações naturais", destacou o deputado João Carlos Bacelar. Além dos integrantes da comissão, estiveram presentes também líderes comunitários dos dois bairros, o coordenador da unidade regional da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Luiz Novaes de Queiroz, e o superintendente da Polícia Rodoviária Federal na Bahia, George Paim. Entre os membros das duas comunidades, que foram muitos, pessoas que perderam parentes bem próximos como irmãos, cunhados e outros, além de acidentados que sobreviveram. Já foi realizada uma mobilização na BR-324, em frente aos dois bairros. Agora, os moradores, confiantes no apoio da Comissão de Defesa do Consumidor, aguardam o desfecho das negociações para construção urgente das duas passarelas. João Carlos Bacelar admite a possibilidade da comissão recorrer ao Ministério Público Federal, caso não consiga da Via Bahia a decisão imediata da construção das passarelas. O representante da ANTT confirmou que somente este ano foram mais de 600 notificações para a Via Bahia por irregularidades, além de multas que chegam a dez milhões de reais.
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