O Outubro Rosa, movimento que pretende chamar a atenção para a necessidade de realização de mamografias por mulheres acima dos 40 anos, é comemorado em todo o mundo e foi lembrado ontem pelo deputado José de Arimatéia (PRB), presidente da Comissão de Saúde e Saneamento. O exame que, realizado periódica e precocemente, pode salvar vidas é simples e necessário, destacou o deputado. Segundo o Instituto Nacional de Câncer, no Brasil, "as taxas de mortalidade por câncer de mama continuam elevadas, muito provavelmente porque a doença ainda é diagnosticada em estágios avançados". Este é o segundo tipo de câncer mais frequente no mundo e o mais comum entre as mulheres, respondendo por 22% dos casos novos a cada ano. "Se diagnosticado e tratado oportunamente, o prognóstico é relativamente bom. Na população mundial, a sobrevida média após cinco anos é de 61%."
No ano passado, segundo dados do Inca, houve perto de 53 mil novos casos de câncer de mama, com quase 13 mil mortes. A população majoritariamente atingida é a feminina, embora a doença afete alguns homens também. O Outubro Rosa começou nos Estados Unidos e ganhou o mundo, com a realização de eventos que buscam a conscientização sobre o câncer de mama e de colo de útero e também com a iluminação de prédios e monumentos públicos com luz cor-de-rosa. No Brasil, a primeira iniciativa deste tipo foi a iluminação em rosa do monumento Mausoléu do Soldado Constitucionalista, mais conhecido como o Obelisco do Ibirapuera, em 2002.
IDOSOS
Outra data importante lembrada ontem pelo deputado Arimatéia foi o Dia do Idoso, comemorado a 1º de outubro em todo o mundo. Segundo dados do Censo Demográfico 2010, realizado pelo IBGE, há um aumento crescente da população com 65 anos ou mais. Em 1991, ela era de 4,8% e chegou a 7,4% em 2010. Deve ser quadruplicada até 2060, informou o presidente da Comissão de Saúde. O Sudeste e o Sul são as regiões que apresentam as maiores proporções de idosos na população total, mantendo-se como as duas regiões mais envelhecidas do país.
O Estatuto do Idoso, que completa dez anos de promulgado, embora considerado um marco importante na garantia de direitos dessa população, não vem sendo aplicado na sua integridade, dizem associações como a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, que pregam o cumprimento do estatuto. Essas entidades denunciam arbitrariedades cometidas contra idosos, em especial por planos de saúde, que vetam clientes idosos na aquisição de novos planos. Esta prática é proibida pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), mas não há qualquer menção a ela, seja na Constituição ou no Estatuto do Idoso.
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