A bancada do PSD na Assembleia Legislativa da Bahia, consternada com a forma "desrespeitosa" que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) tratou o vice-governador Otto Alencar, apresentou moção se solidarizando com ele, que é também secretário estadual de Infraestrutura. Ao cobrar mais rigor da agência na fiscalização e autuação da Concessionária Via Bahia, responsável pelo fechamento de cratera na BR-324, que vem causando há meses inúmeros transtornos à população, Otto Alencar defendeu os baianos, frisa a nota, que foi firmada por todos os deputados estaduais da legenda.
Irritou todos que o vice-governador obtivesse como resposta, por meio de nota oficial da ANTT, dentre outros adjetivos fortes, que "se há algum problema de visão é do Sr. Governador em exercício (Otto Alencar), que só enxerga o problema local, não consegue ver o desenho nacional". Contudo, para o líder da legenda na Casa, deputado estadual Alan Sanches, é inaceitável uma resposta "agressiva" e "descabida", que não apresenta qualquer solução para o problema, voltando-se exclusivamente contra o vice-governador, Otto Roberto Mendonça de Alencar, cuja trajetória e vida pública é reconhecida em todo país. Afinal, a ANTT é uma instituição do governo federal.
O líder acrescentou que em momento algum o vice-governador nominou ou direcionou as suas declarações a um servidor ou dirigente da agência. "Ao contrário, como sempre faz, saiu em defesa da nossa Bahia, de nossa população, que sofre cotidianamente com intervenções fora do horário, na esperança da resolução de um impasse que já perdura quatro meses, o que comprova que falta, de fato, fiscalização e atuação daquela instituição", destacou. Para ele, essa não é a maneira correta de se tratar nenhum vice-governador, ainda mais quando em pleno exercício do cargo de governador.
O líder pessedista disparou ainda que "ficou claro que querem transformar a inércia administrativa da ANTT em atos políticos, coisa que Otto Alencar jamais faria, mas, infelizmente, nem todos têm a característica de gestor e se defendem dessa maneira. Precisamos é de gestores nos cargos públicos", frisou. Assinaram o documento os deputados Alan Sanches, Temóteo Brito, Ivana Bastos, Ângela Sousa, Ângelo Coronel, Carlos Ubaldino, Maria Luíza Orge, Maria Luiza Laudano e Rogério Andrade, que esperam uma retratação do órgão.
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