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Sessão no Legislativo marca os 100 anos do jornal A Tarde

Publicado em: 19/10/2012 00:00
Editoria: Diário Oficial

A mesa dos trabalhos contou com a participação de representantes dos mais diversos setores sociais
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"Quem vai apoiar a política séria e fazer as discussões que a sociedade precisa? Quem vai dar voz aos cidadãos para enfrentar desmandos? Quem vai fazer com que a voz do povo seja ouvida?", indagou Rosemberg Pinto (PT) na abertura da sessão especial proposta pelo mesmo em homenagem ao centenário do jornal A Tarde. O deputado historiou os inúmeros títulos nacionais e internacionais recebidos pelo periódico e ressaltou a sua vocação em representar a população baiana.

O petista destacou o papel dos jornais como veículo de informação, de serviço, e de formação de opinião e afirmou que A Tarde sempre se manteve em defesa "das pessoas, pelo bem da comunidade, pela democracia". O parlamentar reiterou que "não poderia deixar de prestar esta justa homenagem" ao jornal definido por ele como de "opinião e boas opiniões".

A empresa, que surgiu com a criação do vespertino, hoje se tornou um grupo de comunicação multimídia. A marca impacta mais de 1,4 milhão de pessoas diariamente e é reconhecida pela capacidade de incorporar mudanças, preservando sua identidade, segundo Renato Simões, presidente do conselho administrativo do Grupo A Tarde. Ele narrou a história de luta da família na implantação do jornal, todos os percalços e dificuldades que enfrentaram ao longo da história. "Sempre me pautei pela total liberdade de expressão e o jornal A Tarde é instrumento de defesa do povo baiano, pela manhã, à tarde e à noite", disse Simões para a plateia de jornalistas que tomavam o plenário da Casa Legislativa.

Um jornal que, na opinião de Robinson Almeida, secretário de Comunicação do Estado e representante do governador no evento, "vai se atualizando e tem um valor importantíssimo para o país, porque a liberdade de expressão e a imprensa são e devem continuar sendo pilares para a democracia", constatou o secretário, que confidenciou acompanhar as mudanças multimidiáticas do grupo.

Rosemberg Pinto considerou utópica a expectativa de que os jornais sejam imparciais, dizendo que os veículos devem fazer uma cobertura e acompanhamento responsável. "Como ser imparcial, se tem que formar opinião?", questionou, lembrando que a relação de A Tarde "com essa Casa Legislativa é também centenária. Ambos são instrumentos da sociedade para fiscalizar o mundo, em especial, o político. Tudo gira em torno da política. E quem, senão os veículos de comunicação sérios, vão estar sempre ao lado da população?", levantou a reflexão.

RECONHECIMENTO

"Um jornal centenário como A Tarde é testemunha essencial de seu tempo. A Tarde é, para nós, a mais constante testemunha das mudanças brasileiras e baianas. Transitou pela República Velha, pela Revolução de 30, pela ditadura de 1937-45, pela primavera democrática entre 1945 e 1964, pela ditadura militar, pelo fim dela, e vive até os dias hoje, na plenitude da democracia desde 1985", disse o deputado federal Emiliano José (PT-BA), jornalista, professor e colaborador regular de A Tarde, atestando que o jornal é capaz de abrigar em suas páginas a diversidade do pensamento baiano e brasileiro. Mário Negromonte Júnior (PP) relatou que desde muito jovem foi acostumado a acompanhar as notícias lendo A Tarde.

O jornal A Tarde foi fundado em 1912, quando o jornalista Ernesto Simões Filho, aos 26 anos, fundou seu próprio veículo de comunicação impresso. "Como não somos centenários, vamos para fatos mais recentes: o golpe militar, a instituição do AI-5, a eleição e, depois, a morte de Tancredo Neves, a eleição de Collor e a queda de Collor, a queda das Torres Gêmeas e o 11 de setembro, a eleição de Luís Inácio Lula da Silva, a eleição da primeira presidenta, Dilma Rousseff. Certamente, todos aqui têm uma manchete para se lembrar", considerou Rosemberg.

A professora Heloísa Sampaio, representante dos jornalistas da Bahia, lembrou de sua emoção ao ver o jornal "sair do preto e branco e colocar cor". Participante de muitas mudanças no periódico, disse que passou por quase todos os setores no A Tarde.

HOMENAGENS

Renato Simões recebeu das mãos do secretário da Segurança Pública da Bahia, Maurício Barbosa, e do comandante geral da PM, coronel Alfredo Castro, uma placa homenageando o jornal e a sua história. "Destaco a história do jornal e a forma como discute a política do nosso estado. A Polícia Militar homenageia este jornal, que sempre tratou a segurança pública e seus órgãos de forma respeitável e responsável", disse o secretário. Rosemberg Pinto, em nome da Assembleia Legislativa, também entregou uma placa em comemoração ao centenário do jornal.

Compuseram a mesa dos trabalhos o presidente Marcelo Nilo, o representante do sindicato de propaganda Paulo Coelho; Aramis Ribeiro Costa, presidente da Academia de Letras da Bahia; José de Freitas Mascarenhas, presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia; Vera Simões, vice-presidente do Conselho Administrativo do Grupo A Tarde; Eliezer Varjão, representando a Associação Baiana de Imprensa. Os parlamentares Ivana Bastos (PSD), os petistas Bira Corôa, Fátima Nunes, Yulo Oiticica e Maria del Carmen. Reinaldo Braga (PR) e Álvaro Gomes (PC do B) também prestigiaram o evento.



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