Os estudantes da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), do núcleo do Centro de Formação e Acompanhamento Profissional (Cefap) visitaram ontem a Assembleia Legislativa da Bahia pela primeira vez. Dos 370 alunos da instituição na Cidade Baixa, 50 prestigiaram o cenário político desde a apresentação das exposições dos painéis de Carybé e Carlos Bastos, que integram a estrutura física da Casa, até o conhecimento sobre os três poderes, com ênfase no Legislativo.
Concentração, perguntas, respostas e aplausos destacaram a participação dos alunos da Apae, que vão dos 16 aos 45 anos. Segundo a palestrante Yara Cardoso, "a sala tinha muita animação e me chamou atenção a grande participação, como eles estavam presentes e atentos ao que ouviam". A palestrante divide a mesma opinião que seus colegas Evandro de Carvalho, Elvira Neri e Marilanja Pereira, que observaram uma base de conteúdo que superou as expectativas.
A coordenadora Maria José Assunção relata como todos se surpreenderam com a demostração de interesse dos estudantes. Para a colaboradora da instituição Maria de Fátima Porto, isto não é uma novidade e conta um pouco sobre o processo de aprendizagem: "Após o aprimoramento de suas capacidades, as pessoas com deficiência intelectual são encaminhadas para inserção no mercado de trabalho", diz a professora que prefere a nomenclatura: "Pessoas que possuem limitações", já que partilha da opinião que as limitações podem ser superadas.
Em entrevista, os alunos Débora Pereira e Leandro Mascarenhas, de 22 e 31 anos respectivamente, relembraram os acontecimentos do dia, em atenção ao plenário para Débora e Leandro colocou em destaque a Lei de Cotas "8.213/91, que está em vigor há 21 anos, servindo para garantir a empregabilidade das pessoas com deficiência", lembra ele.
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