"Apesar dos constantes apelos para incentivar a doação de sangue, com campanhas educativas nos meios de comunicação, o número de doadores se mantém estável. Uma das barreiras no trabalho realizado para o aumento das doações é a dificuldade do doador de se deslocar até os hospitais e bancos de sangue", disse Graça Pimenta (PR), que apresentou o Projeto de Lei 19.961/2012 na Assembleia Legislativa, propondo a criação do sistema estadual de coleta móvel de sangue.
"O doador agenda a doação por meio de ligação telefônica gratuita. No dia e horário marcado, um veículo adaptado, da Secretaria de Saúde, vai até o local agendado para realizar coleta de sangue. Antes, porém, realiza todos os exames obrigatórios. Tudo muito simples, rápido e fácil. O serviço de coleta móvel de sangue poderá ainda atuar em mutirões de doação e em pontos de maior concentração de pessoas, em parceria com associações de moradores, organizações não governamentais e sindicatos. Ainda uma empresa privada poderá realizar uma campanha interna e o serviço de coleta móvel poderá ir até essa empresa e passar o dia coletando sangue de seus funcionários", justificou a deputada.
A ideia é que aumente o número de doadores na Bahia e consequentemente os estoques de sangue do hemocentro. O sistema terá como um dos objetivos incentivar a doação de sangue, promover campanhas educativas e realizar exames obrigatórios gratuitamente. E terá que disponibilizar um serviço telefônico gratuito para agendamento das doações de sangue. Prefeituras, hospitais, hemocentros, organizações não governamentais, instituições públicas e privadas poderão firmar convênios e parcerias para serem beneficiados pelo serviço.
A deputada se inspirou num projeto semelhante em funcionamento no Rio de Janeiro. "Os doadores são obrigados, muitas vezes, a faltar ao trabalho para realizar um ato que poderá salvar uma ou mais vidas. Também precisam arcar com as despesas de transporte. Para quem mora longe do local da doação, o gasto é realmente um impedimento, principalmente para as pessoas de baixo poder aquisitivo, que fazem grandes sacrifícios em nome da solidariedade", conclui a deputada.
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