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AL e Academia de Letras lançam ''Mestres da Literatura Baiana''

Publicado em: 23/08/2012 00:00
Editoria: Diário Oficial

Obra histórica da folclorista será relançada hoje, às 18h
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A Assembleia Legislativa e a Academia de Letras da Bahia inauguram hoje a coleção "Mestres da Literatura Baiana", que terá inicialmente 20 volumes, com o lançamento, às 18h, no palacete Góes Calmon, em Nazaré, do primeiro tomo, o livro "A Bahia já foi Assim", escrito pela folclorista Hildegardes Vianna. Trata-se de uma iniciativa que o presidente do Legislativo, deputado Marcelo Nilo, reputa como "ambiciosa" e que oferecerá para as novas gerações obras de inegável valor literário e histórico, até o momento disponíveis em sebos a preços proibitivos.
O arcabouço da coleção foi elaborado pelo presidente da Academia, Aramis Ribeiro Costa, e contemplará todos os gêneros literários, tendo como critérios a qualidade da obra e sua importância no contexto cultural da Bahia. Esta primeira etapa deverá estar concluída em dois anos e terá unicidade gráfica. Todos os volumes terão capa e contracapa em cor azul, constando da capa sempre uma fotografia antiga da Bahia. A editoração eletrônica e o projeto foi elaborado pelos designers gráficos Marcelo e André Portugal.
O segundo livro, "Contos e Novelas Reunidos", é de autoria de Hélio Pólvora e foi dividido em dois volumes, com lançamento previsto para o início de novembro, e o terceiro, será a "Antologia Poética" de Affonso Manta, atualmente em fase final de edição, e que será lançado em dezembro. Os escritores Vasconcelos Maia e Guido Guerra são alguns dos outros autores dessa etapa inicial da coleção "Mestres da Literatura Baiana".
O programa editorial da Assembleia Legislativa ganhou fôlego a partir de 1997, quando foi publicado e lançado na Academia de Letras da Bahia o livro de "Pau de Colher, um Pequeno Canudos", de Raimundo Estrela, relato de quem testemunhou esse grave acontecimento no início do século XX na região de Casa Nova e do sul do Piauí. Logo em seguida, por sugestão do presidente da Academia, o falecido professor Cláudio Veiga, foi assinado o primeiro convênio entre as duas instituições destinado ao resgate de obras literárias e históricas importantes para a cultura baiana.
Presidia a Assembleia Legislativa àquela época o deputado Antonio Honorato, agora conselheiro do Tribunal de Contas do Estado. Esse instrumento legal vem sido renovado com apoio dos presidentes Edivaldo Boaventura e Aramis Ribeiro Costa, sucessores de Cláudio Veiga, e de todos os presidentes do Legislativo desde então. Merece destaque a ampliação dos moldes iniciais do convênio ocorrido quando presidia o Legislativo o deputado Clóvis Ferraz, responsável pelo estabelecimento de outros convênios e parcerias com instituições da cultura baiana.



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