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Geilson quer detector de metais em estabelecimentos fechados

Publicado em: 14/08/2012 00:00
Editoria: Diário Oficial

Proposta do deputado serve para teatros, casas de shows, igrejas, cinemas e estádios de futebol
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O deputado Carlos Geilson (PTN) apresentou, na Assembleia Legislativa, o Projeto de Lei n° 19.937/ 2012, que obriga a instalação de detectores de metais nas entradas dos cinemas, teatros, casas de shows­ e espetáculos, estádios, circos, templos religiosos, entre outros estabelecimentos fechados, sediados na Bahia. A medida será apreciada pelos demais parlamentares e, caso seja aprovada na Casa, necessitará da sanção do governador para que entre em vigor. Na visão do deputado, a proposição confere uma segurança a mais à população baiana, o que entende como uma obrigação do Município, do Estado, da União, da sociedade e das pessoas.
De acordo com o segundo artigo do projeto, quem se recusar a passar pela fiscalização eletrônica será proibido de entrar no local. As únicas pessoas que gozarão do livre acesso serão as portadoras de marca-passo, prótese ou similar, mediante apresentação de documento comprobatório, assim como policiais em serviço e autoridades devidamente identificados. "É urgente que se implementem medidas de controle eficazes, que impeçam o ingresso de pessoas armadas em locais fechados", ressalta Geilson. Para ele, está efetivamente comprovado que grande parte dos atos de violência praticados nesses locais, de grande concentração de público, vitimando jovens, adolescentes e adultos, acontecem em decorrência da presença perniciosa e ilegal de armas de fogo e de armas brancas.
Carlos Geilson afirma que a segurança dos frequentadores desses locais tem sido negligenciada de forma vergonhosa nos anos recentes, o que resulta na banalização dos atos de violência, com graves danos pessoais e prejuízos materiais. O deputado salienta que o impasse entre os direitos inerentes à pessoa humana e os interesses pela segurança da coletividade é uma questão atual, presente na sociedade baiana acuada pela violência e em outras sociedades, submetidas ao pânico dos atentados terroristas. "As normas trazidas pelo projeto de lei tem um sentido estratégico e fundamental para impedir crimes dessa natureza, ataques covardes e inesquecíveis para tantas famílias que perderam seus entes queridos", defendeu.



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