Dentre muitas as celebrações em sua homenagem, o centenário do ilustre ícone baiano Jorge Amado também foi lembrado na Assembleia Legislativa do Estado da Bahia pelo parlamentar Coronel Gilberto Santana (PTN). Em comemoração à passagem do centenário do autor e escritor baiano, que completaria 100 anos nessa última sexta-feira, dia 10, o deputado solicitou a inserção desta homenagem no regimento interno da Casa a fim de externar seus sentimentos nesta data.
"Rendo todas as homenagens a este cidadão do mundo e aos seus familiares, pela vida e obra tão relevantes para os baianos e brasileiros. O Centenário de Jorge Amado, além de tudo, é uma afirmação da cultura baiana, dos seus costumes, comidas típicas e crenças. Lembrar deste nobre itabunense é reconhecer a riqueza desta terra e do seu povo", declarou Coronel Gilberto. Jorge Leal Amado de Faria nasceu a 10 de agosto de 1912 no município de Itabuna, sul do estado da Bahia.
Em 1913, em virtude de uma epidemia de varíola, sua família se mudou para Ilhéus, mas fez os estudos secundários no Colégio Antônio Vieira e no Ginásio Ipiranga, em Salvador. E foi nesta fase que Jorge Amado começou a desenvolver o perfil vanguardista e passou a trabalhar em jornais e a participar da vida literária, sendo um dos fundadores da Academia dos Rebeldes.
O País do Carnaval, seu primeiro romance, foi publicado em 1931. Em 1945, foi o deputado federal mais votado do estado de São Paulo. Nesse mesmo ano, casou-se com Zélia Gattai, mulher de importância destacada na vida do baiano. Mas, em 1955, Jorge Amado afastou-se da política e, a partir desse período, focou-se inteiramente na literatura, a qual rendeu-lhe frutos que o elevaram a ícone da cultura brasileira.
O reconhecimento foi concretizado em 6 de abril de 1961, quando foi eleito para a cadeira de número 23 da Academia Brasileira de Letras. Jorge Amado é o autor que mais teve obras adaptadas para a televisão.
REDES SOCIAIS