Durou pouco mais de duas horas a solenidade de entrega do Prêmio Kátia Mattoso a seus primeiros vencedores. A solenidade reuniu anteontem, na Biblioteca Central dos Barris, os professores premiados, seus familiares, historiadores, cientistas, pesquisadores, estudantes de graduação, mestrado e doutorado, bem como representantes das instituições responsáveis por essa nova premiação que busca fomentar os estudos sobre a história da Bahia. Cerca de 250 pessoas compareceram ao evento, que começou às 17h30.
Na solenidade, o deputado Zé Raimundo (PT) – professor e historiador – representou o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Marcelo Nilo. Zé Raimundo compôs a mesa de honra dos trabalhos ao lado do presidente da Fundação Pedro Calmon, Ubiratan Castro de Araújo, da diretora-geral da Secretaria de Cultura, Emília Maria Gonçalves, representante do secretário Albino Rubin, e do presidente da banca que julgou os trabalhos inscritos, professor George Evergton Souza. Integrou ainda a mesa o professor Luiz Felipe de Alencastro, que proferiu uma conferência no início dos trabalhos.
FOMENTO
O prêmio Kátia Mattoso foi lançado em abril do ano passado e procura incentivar a produção e a difusão de pesquisas sobre a história da Bahia, fomentando o trabalho de pesquisadores nessa área – bem como busca manter viva a luz que iluminou o trabalho da historiadora Kátia Mattoso, referência na historiografia da escravidão, e exemplo de rigor acadêmico. Trata-se de uma promoção conjunta da Assembleia Legislativa e da Fundação Pedro Calmon, órgão da Secretaria Estadual de Cultura que premiará livros publicados, teses e dissertações defendidas. As inscrições serão anualmente abertas no dia 7 de setembro, prolongando-se até o dia 7 de janeiro do ano subsequente para abarcar toda a produção do período.
Os vencedores receberão anualmente placas e diplomas alusivos ao certame e prêmio em dinheiro para os primeiros colocados é de R$ 20 mil, R$ 10 mil e R$ 5 mil, respectivamente para as três categorias: Obras publicadas, tese de doutorado e dissertação de mestrado defendidas. Os trabalhos de doutorado e mestrado vencedores serão publicados em livros através do programa editorial da Assembleia Legislativa, associada à Editora da Universidade Federal da Bahia, Edufba, através de um selo especialmente criado com o nome de Kátia Mattoso. A historiadora, aliás, empresta o seu nome também à sala onde se realizou a solenidade de premiação.
A solenidade começou com a palestra do professor Luiz Felipe de Alencastro que demonstrou a importância da pesquisa e do estudo da história para melhor compreensão do presente, apontando a permanência de mitos e equívocos sobre fatos preponderantes do passado da Bahia, dos baianos e brasileiros em geral – mesmo em universidades de primeira linha que só serão desfeitos através do esforço dos historiadores.
Os integrantes da mesa de honra dos trabalhos defenderam, também, a inclusão como disciplina obrigatória o ensino de história da Bahia no currículo escolar do estado.
Todos os membros da mesa louvaram o trabalho profícuo da professora Kátia Mattoso, que internacionalizou a pesquisa sobre a história da Bahia, bem como a sua importância na formação de mais de uma geração de professores doutores nesse tema, como o próprio Ubiratan Castro. O deputado José Raimundo abordou ainda o trabalho de fomento da história e da cultura da Bahia desenvolvido na Assembleia Legislativa, cujo segmento mais visível é o programa editorial que já permitiu na gestão do presidente Marcelo Nilo a publicação de 84 livros, através de associações com a Edufba, Academia de Letras da Bahia, Associação Comercial da Bahia, Museu Eugênio Teixeira Leal, Casa de Jorge Amado e de outras instituições.
Em seu pronunciamento, Ubiratan Castro evidenciou o entusiasmo que o embala nessa nova fase de estudos da história da Bahia, explicando que a Fundação Pedro Calmon trabalha para formar quadros especializados na história da Bahia, bem como o material didático necessário em ensino da disciplina na rede pública – tão logo inclusão dessa matéria fundamental na grade escolar seja efetivada.
Ele falou longamente sobre a sua convivência com Kátia Mattoso e seus familiares (dois dos netos estavam representando a mãe, Tereza Mattoso Mendonça, que está no exterior) e louvou a quantidade de trabalhos escritos. O professor Ubiratan Castro falou ainda das dificuldades burocráticas que precisou contornar para efetuar a premiação, mas enfatizou que no próximo ano a premiação dos inscritos em 2012 será no dia 8 de abril, data de nascimento da patronesse.
Foi feita em seguida a entrega dos prêmios. Tiago Mendonça, neto de Kátia Mattoso, passou às mãos da professora Lucilene Reginaldo o seu troféu e diploma. O deputado José Raimundo entregou os prêmios do professor Frederico Ramaiana Moraes Oliveira. E outro neto, Pedro Mendonça, passou às mãos da professora Rebeca C. de Souza Vivas a sua premiação. As menções honrosas foram entregues nas mãos dos autores por Emília Maria Gonçalves, George Evergton Souza e Ubiratan Castro.
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