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Augusto aplaude os 59 anos de Ibicaraí

Publicado em: 26/10/2011 00:00
Editoria: Diário Oficial

Filho do município, deputado apresenta moção de congratulações à população local
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O município de Ibicaraí, no Sul da Bahia, foi homenageado pelo deputado Augusto Castro (PSDB), através de moção de congratulações, pela passagem dos 59 anos de emancipação política. Filho de Ibicaraí, o deputado relata que a história da sua terra natal, como município, começou em 22 de outubro de 1952, quando a Lei Estadual no 451 fez com que deixasse a condição de vila e se desmembrasse, em definitivo, de Itabuna. Ele ressalta, porém, que a história de Ibicaraí começou muito antes, com Manoel Marques dos Santos Primo, que em 1916 comprou um roçado à margem esquerda do Rio Salgado.
Augusto Castro informa que o primeiro povoamento de Ibicaraí começou com a família de Manoel, que imigrou para o pequeno roçado, iniciando a cultura da semente do cacau na região. Com a expansão natural da cultura do cacau, um ano depois estava formado um pequeno povoado, em cujo barracão central eram realizados pequenos negócios e se colocava a conversa em dia.
Em sua moção de congratulação, Augusto Castro destaca que o primeiro nome de Ibicaraí, enquanto povoado de Itabuna, foi Palestra. Depois, em 1920, por sugestão de Aurélio Caldas, seu nome passou a ser Palestina, que foi elevada à condição de vila, em 1937. O nome Ibicaraí, que na língua tupi quer dizer "Terra Sagrada", foi dado pela Lei Estadual no 141, de 1941, quando passou à condição de distrito de Itabuna.
Ibicaraí passou a ser município quando foi desmembrado de Itabuna. De acordo com os limites concedidos pela Lei no 491, de 22 de outubro de 1952, a extensão territorial era de 1.300 km². Ainda em 1950, a população (mais de 84% na zona rural) era de 73.397 habitantes – 37.813 homens e 35.384 mulheres. Na sede viviam 8.020 pessoas.
Ibicaraí se emancipou trazendo consigo as vilas de Floresta Azul, Santa Cruz da Vitória, Firmino Alves, Itaiá e Itororó. Ibicaraí contava ainda com os povoados de Cajueiro, Saloméia, Santa Isabel, Coquinhos, Ponto do Astério, Ipiranga, Rio do Meio, Jussara e Itati.
O deputado lamenta que a extensão territorial de Ibicaraí tenha diminuído ao longo dos anos, com a emancipação de algumas das suas antigas vilas. Em 1958 perdeu a vila de Itororó; 1962, perdeu as vilas de Floresta Azul, Firmino Alves e Santa Maria da Vitória.
Hoje, a extensão territorial de Ibicaraí é de 231.938 km2 e sua população de 24.272 habitantes. Desde o fechamento da única fábrica da cidade, a Coca-Cola, em 1999, o desenvolvimento ficou estagnado. Atualmente, a principal fonte de renda da cidade é proveniente da prefeitura e do comércio local.
"Ibicaraí tem, em sua história, nomes como o dos professores e ex-vereadores Oscar de Queiroz Matos e Waldyr Pinto Montenegro Matos, falecido recentemente; ambos filhos adotivos de Ibicaraí, que deixaram um legado de educação através da instituição que fundaram: as Faculdades Montenegro", finalizou.



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