O município de Jequié comemorou, ontem, 114 anos de emancipação política e administrativa. A passagem da data foi registrada nos anais da Assembleia Legislativa pelo deputado Sandro Régis (PR), em moção de congratulações protocolada junto à Mesa Diretora da Casa. De acordo com o documento apresentado pelo parlamentar, Jequié pertenceu ao município de Maracás entre 1860 e 1897. Originou-se da sesmaria do capitão-mor João Gonçalves da Costa, que sediava a Fazenda Borda da Mata, mais tarde vendida a José de Sá Bitencourt, refugiado na Bahia após o fracasso da Inconfidência Mineira.
"Em pouco tempo, Jequié tornou-se distrito de Maracás e dele se desmembrou em 1897. A partir de 1910, tendo se tornado cidade, Jequié se transformou em um dos maiores e mais ricos municípios baianos. Em sua data magna, 25 de outubro, registramos sinceras felicitações a esta importante, significativa e estratégica cidade, bem como ao seu povo hospitaleiro. Queremos também reverenciar a expressiva participação da família Brito, da qual tenho orgulho de fazer parte, no desenvolvimento de Jequié", disse Sandro Régis.
Entre os fatos que marcaram a história do município, o deputado destacou a decisão inusitada tomada pelo então presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, Aurélio Rodrigues Viana, que, assumindo o governo, decretou a mudança da capital do Estado, de Salvador para Jequié, ocasionando imediata reação do governo federal, que forçou a renúncia do político autor da medida. "Jamais tendo se constituído de fato, o gesto marcou a história da Bahia como um dos mais tristes, sobretudo por ter o bombardeio da capital provocado o incêndio da biblioteca pública, onde se encontrava boa parte dos documentos históricos de Salvador", acrescentou Régis.
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