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AL homenageia João Afonso Prado

Publicado em: 07/10/2011 00:00
Editoria: Diário Oficial

Reinaldo disse que AL fez justiça ao conceder a cidadania baiana ao almirante-de-esquadra
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“É realmente uma grande alegria para mim e para esta Casa Legislativa a concessão do título de cidadão baiano ao almirante-de-esquadra João Afonso Prado Maia de Faria”. A declaração foi do deputado Reinaldo Braga (PR), autor da proposta da concessão da honraria, durante sessão especial realizada ontem na Assembleia Legislativa. Na ocasião o parlamentar ressaltou que podia “falar por todos os colegas deputados”, uma vez que sua proposição foi aprovada por unanimidade.
João Afonso Prado Maia de Faria é comandante de operações navais da Marinha, segundo posto na hierarquia daquela força, desde novembro do ano passado. Na Bahia, ele comandou o II Distrito Naval, entre 2005 e 2007. “O resumo de sua atividade profissional revela a determinação e tenacidade com as quais desempenha as funções, valendo-lhe o respeito e admiração dos seus colegas da Marinha e das demais forças armadas”, exaltou o parlamentar, afirmando ainda que o “extenso e primoroso currículo demonstra a estatura profissional, moral e ética do homenageado”. Reinaldo fez questão de citar todos os postos e títulos recebidos pelo militar.

AUTORIDADES

A sessão foi prestigiada por personalidades civis e militares, a exemplo do ex-governador e ex-ministro da Defesa Waldir Pires; o comandante do II Distrito Naval, vice-almirante Carlos Autran Amaral; juiz federal João Portela, representantes do comando da Base Aérea, José Chimara Neto e da Polícia Militar, coronel Roberto Guimarães; do general-de-Exército Mário Sérgio de Matos; o presidente da Sociedade Amigos da Marinha, George Gaspari dos Santos; o presidente do conselho Superior da Associação Comercial da Bahia, João Sá; e Claudelino Miranda, representante do vice-prefeito de Salvador, Edvaldo Brito. Oficiais de diversas patentes se fizeram presentes com seus uniformes brancos, verdes e azuis.
Presidindo os trabalhos, Reinaldo promoveu a composição da mesa e convocou uma comissão formada pelos deputados Álvaro Gomes (PC do B), Adolfo Menezes  (PRP) e Augusto Castro (PSDB) para acompanhar o almirante ao plenário. Em seguida, convidou todos a entoarem o Hino Nacional, executado pela banda do II Distrito Naval. Álvaro passou a ocupar a presidência para que Reinaldo proferisse o discurso de saudação ao homenageado.

TRANSCENDÊNCIA

“A Bahia lhe rende esta homenagem, sabendo que acolhe em seu seio um homem de bem que aqui esteve para servi-la, para enaltecê-la”, anunciou, afirmando que o significado do título “transcende a este momento”. O primeiro contato com o estado deste carioca nascido em janeiro de 1949 foi em 1980, quando chegou para assumir seu primeiro comando, ao assumir o navio-varredor Abrolhos. Em seguida se tornou o segundo na hierarquia da Capitania dos Portos.
Foram três anos no estado pavimentando uma carreira que começou no Colégio Naval, passou pela Escola Naval, alcançando a patente de guarda-Marinha aos 20 anos. De acordo com o parlamentar, Prado Maia “revela inabalável fé na Marinha como defensora da pátria, importante pilar da garantia dos poderes constituídos, da lei e da ordem, ingrediente insuperável na edificação de um Estado democrático, justo e solidário, regido pelo respeito às normas legais”, sendo membro de uma família com tradição em serviços prestado à força naval do país. O feliz retorno à Bahia, como foi classificado pelo próprio almirante, ocorreu em 2005, quando assumiu o comando do II Distrito Naval, por aquele biênio.

INTERMEDIÁRIO

Ao assumir a tribuna para o agradecimento, o almirante foi sucinto. Disse que “se algo fiz, foi por intermédio do trabalho, da dedicação e da competência de meus subordinados, de que fui somente um operador desse relacionamento entre respeitáveis instituições, papel que muito me honrou”. Ele afirmou que a presença dos vários representantes da Marinha lembraram a ele “as centenárias e amigas ligações da Marinha com a Bahia”.
“A Marinha teve seu batismo de fogo, com sua recém-criada esquadra, justamente na Bahia de Todos os Santos”, disse, lembrando das batalhas navais do Dois de Julho. Já naquela ocasião, os baianos deram sua contribuição à armada, com o herói João das Botas e sua esquadrilha de barcos, “que desempenhou papel importante  na derrota das forças navais portuguesas”. Ele lembrou que também participou das lutas um jovem oficial, que viria a se tornar o almirante Tamandaré, tendo perseguido a esquadra de Portugal em fuga, até a foz do Rio Tejo.
Diante dos amigos que fez aqui, ele agradeceu a “gentileza e deferência de Reinaldo Braga”, pela iniciativa e disse que colocará “a distinção entre as mais importantes que recebi em minha vida.  Ele nominou ainda Claudelino Miranda, “amigo de sempre”.



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