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Sessão discute exploração de pequenos campos de petróleo

Publicado em: 03/10/2011 00:00
Editoria: Diário Oficial

Álvaro Gomes informou que há pequenas empresas interessadas na exploração de gás e petróleo
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A exploração dos campos marginais de petróleo e gás natural na Bahia foi amplamente debatida na sessão especial proposta pelo deputado Álvaro Gomes (PC do B) na manhã de sexta-feira no plenário da Assembleia Legislativa. "As grandes companhias de petróleo, inclusive a Petrobras, não têm interesse em explorar campos com pequena produtividade. Mas existem empresas, de pequeno porte, que já manifestaram interesse nesta exploração", frisou Álvaro.
O parlamentar disse que esta ação não pode ser confundida com privatização. "Sou expressamente contra a privatização. Vejo isto como valorização da Petrobras, já que existe uma legislação específica, que vem sendo aperfeiçoada com debates como este", salientou Álvaro, destacando que se esta exploração for possível, gerará milhares de empregos, mais distribuição de renda, logo, melhor qualidade de vida. "Nos Estados Unidos, mais de 23 mil campos marginais são explorados, gerando mais de 300 mil empregos", enfatizou.
Coube a Donivam Ferreira, professor de Instituto de Geociências da Universidade Federal da Bahia, realizar uma breve explanação explicando o que são campos marginais. O professor disse que são considerados marginais os campos de petróleo e gás com produção inferior a 500 barris/dia. Estes postos, normalmente, estão localizados nas cidades do interior. "A liberação desta exploração provocará a interiorização do desenvolvimento tecnológico, aumentando emprego e renda", frisou Donivam.

ANP

Este pensamento foi ampliado por Haroldo Lima, diretor-geral da Agência Nacional de Petróleo (ANP). "Não podemos deixar de ressaltar a importância do pré-sal para o país, mas precisamos utilizar a riqueza que temos no Nordeste. A Bahia e Sergipe têm um grande potencial. Só na última rodada, oferecemos 17 áreas e mais de 100 pequenas empresa manifestaram interesse na exploração", afirmou Haroldo, destacando que esta discussão na AL é um passo necessário para a ampliação dos debates. "A Assembleia, o governo federal, o Governo da Bahia devem se debruçar sobre esta questão, que, com certeza, vai melhorar a qualidade de vida das pessoas. A gente não vê na Bahia a gana e força de participar desta questão."
Para Paulo Buarque Guimarães, secretário executivo da Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Petróleo e Gás, existem dois grandes problemas a serem resolvidos: a falta de oferta de novos campos e a liberação dos contratos que foram assinados na última rodada, mas suspensos por liminar judicial. "Desde 2008, estamos sem rodada e esta última rodada foi interrompida. Nela, oito contratos foram firmados, com 24 blocos e três operadores. Estamos perdendo 90 bilhões de investimento privado", revelou.

ASSOCIAÇÕES

Já Anibal Santos Junior, diretor executivo da Associação das Empresas de Petróleo e Gás extraídos de campos marginais do Brasil (Appom), disse que está faltando interesse político. "Não existe argumento técnico para que esta exploração não ocorra. O que está acontecendo é omissão de Estado. Estamos jogando fora 350 milhões de investimentos privados. Estamos desperdiçando dinheiro nobre que poderia ser investido em regiões pobres", concluiu.
O presidente da rede Petros, Associação de Pequenas e Médias Empresas Exploradoras de Petróleo e Gás, Geraldo Queiroz, defendeu uma maior abertura nesta área. "Somos 60 empresas, mas poderíamos ser 300. Este momento aqui é fundamental, pois a Bahia pode fazer história apontando uma saída para a crise econômica mundial que vivemos. Não podemos ter um setor tão dinâmico e fundamental para a economia sem a participação do pequeno e médio empresário. Deveríamos criar um documento, como um contrato, onde deixaríamos clara a parceira com a Petrobras e todos os ganhos sociais que isso irá gerar."
Prometendo ampliar este debate, o deputado federal comunista Daniel Almeida disse que levará a temática para a Câmara, em Brasília. "Parabenizo o deputado Álvaro por esta bela iniciativa. Vou voltar para Brasília com a incumbência de reunir a bancada do Nordeste, para que, juntos, unamos forças nesta questão que trará melhorias significativas na vida das pessoas, em especial para região e cidades do interior, já que estes campos marginais se localizam no interior dos estados", defendeu.



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