O município de Caldas de Cipó comemora 80 anos de emancipação política hoje e esta efeméride não passou despercebida pela deputada Fátima Nunes (PT), uma das representantes dessa localidade do sertão baiano no Legislativo. A data foi comemorada pela petista através de moção de congratulações e aplausos que fez protocolar na Casa, parabenizando o prefeito Jailton Macedo, os vereadores e demais autoridades civis, militares e eclesiásticas e, em especial, o povo dessa terra, os cipoenses, e todos que ali vão se divertir ou descansar em seus parques aquáticos ou ainda buscar alívio para os males tratados em suas águas medicinais.
A deputada do Partido dos Trabalhadores traçou um rápido histórico da localidade, bem como um painel socioeconômico de Cipó, redução de seu toponômio de uso corrente na Bahia. Os dados levantados por Fátima Nunes recuam até 1730, quando o padre Antônio Freire, donatário da sesmaria de Itapicuru de Cima, na região nordeste da Bahia, dirigiu uma representação ao vice-rei do Brasil sobre a utilização das águas termais da região. Porém só em 1829, já no Império, foi que o governo da província da Bahia mandou o capitão-mor João Dantas construir um estabelecimento para os banhos nas fontes da Missão da Saúde, localizado a cerca de um quilômetro da vila de Itapicuru, sendo as obras concluídas quatro anos depois.
HISTÓRICO
Porém, dois anos antes, em 1931, a Lei Provincial de nº 186 mandou construir no lugar denominado Mãe-d’Água de Cipó um abrigo para os doentes que buscavam alívio para seus males naquelas águas. Em 1843, a Assembleia mandou construir outra casa de banhos, conhecida como Casa da Nação, mas essas iniciativas pioneiras de exploração daquele manancial não teve prosseguimento e o abandono fez ruir essas estruturas em uma enchente do Rio Itapicuru. O balneário acabou semiabandonado, falhando as iniciativas de reativação até que, em 1928, houve a permissão para a exploração das águas.
O dia 19 de março daquele ano marcou o início de uma fase nova em Cipó. Fase de progresso, integração com o restante do território baiano, marcada pela elevação à condição de município em 8 de julho de 1931, por força do Decreto Estadual de nº 7.479, que suprimiu os territórios dos municípios vizinhos de Soure, Pombal, Tucano e Amparo. Até então, Cipó era apenas um povoado da primeira localidade. Porém os decretos estaduais de números 8.447, 8.634 e 9.600, editados entre 27 de maio de 1933 e 18 de julho de 1935, restauraram integralmente os territórios dos municípios que haviam sido extintos (com o acréscimo de Ribeira e Nova a seus toponômios), exceto Nova Soure, que perdeu a área necessária à instalação do distrito-sede de Cipó.
Nova Soure englobou ainda a área de Ribeira do Amparo e de Heliópolis na divisão administrativa da Bahia nessa época. A construção do Grande Hotel de Cipó e de inúmeras pousadas, pensões e hotéis fez essa cidade gradualmente ganhar vocação turística e de tratamento para as doenças mitigadas pelas águas termais, possuindo Caldas do Cipó hoje "belíssima arquitetura, onde se destaca o tombado Grande Hotel, o jardim greco-romano, a prefeitura, o Radium Hotel e o antigo clube Balneário", acrescentou Fátima Nunes. Para a parlamentar, a rica água termal que mantém 39 graus de temperatura, bem como índices altos de ferro, cálcio, magnésio e outras substâncias com propriedades curativas para males de origem gastrointestinais e doenças de pele.
Ela lembra que os cipoenses, uma gente ordeira, hospitaleira e trabalhadora, dispõem ainda de dois parques aquáticos com piscinas de água potável, tobogans e banheiros usados para banhos termais durante todo o ano. A parlamentar elogia o trabalho executado pelo prefeito Jailton Macedo, que vem granjeando respeito e admiração de seus munícipes, bem como a Câmara Municipal da cidade, que cumpre honradamente as suas atividades contribuindo para o crescimento e desenvolvimento do município.
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