Proponente da concessão do título de cidadão baiano ao governador Jaques Wagner em 2004 quando era deputada estadual, a atual prefeita de Lauro de Freitas, Moema Gramacho, começou o seu discurso saudando as autoridades e o homenageado e agradecendo aos ex-colegas da Assembleia Legislativa que aprovaram a entrega do título. "Estou rememorando com saudade o tempo que fiz parte dessa Casa e das lutas que foram aqui trava-das", lembrou.
Ela continuou seu discurso fazendo um agradecimento especial aos pais de Wagner, Cypa Perla Wagner e Joseph Wagner, um casal judeu-polonês que fugiu do regime nazista para o Rio de Janeiro no final dos anos 30 dando origem à família de três filhos, entre eles Jaques Wagner, que nasceu em março de 1951. "Eles não sabiam, mas estavam formando um grande homem, cujos princípios eles próprios foram fonte de inspiração", disse a prefeita.
Moema contou que Jaques Wagner começou a sua militância política em 1969, no curso de engenharia civil na PUC do Rio de Janeiro, onde presidiu o Diretório Acadêmico da faculdade. Em 1973, perseguido pelo regime militar, foi obrigado a deixar o curso. Chegou à Bahia em 1974 e em 1976 conseguiu seu primeiro emprego na indústria petroquímica como caldeireiro. Depois, como técnico de manutenção, ingressou na Nitrocarbono, empresa do Polo Petroquímico de Camaçari. "Não demorou muito para Wagner passar de operário do Polo para operário da cidadania, lutando em defesa dos trabalhadores dentro e fora da fábrica", ressaltou Moema.
LIDERANÇA
Ela disse que, rapidamente, Wagner tornou-se uma grande liderança sindical, entrou para a diretoria do Sindiquímica e lá introduziu mecanismos democráticos de gestão como a instituição de uma diretoria colegiada, uma das primeiras experiências de transformação da estrutura do sindicalismo brasileiro. "Sua atuação no sindicato serviu de exemplo para diversas lideranças, hoje expressões políticas presentes na vida pública e privada", afirmou.
Além de cuidar dos trabalhadores petroquímicos, lembrou Moema Gramacho, Jaques Wagner também participou de forma decisiva na construção da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Nos anos 80, junto com Lula, intelectuais e lideranças sindicais, participou da criação do Partido dos Trabalhadores (PT), do qual foi o primeiro presidente na Bahia.
Moema elencou a partir desse período as várias conquistas da carreira política exitosa do homenageado. Deputado federal por três mandatos, ministro de Estado do governo Lula e por fim eleito governador da Bahia em 2006 em uma surpreendente vitória no primeiro turno. "Começa aí a mudança na cara da Bahia, uma Bahia livre, democrática, de todos e todas. A Bahia de Todos Nós", disse.
Segundo Moema, trabalhando em sintonia com o presidente Lula, o governador Jaques Wagner definiu a área social como prioridade absoluta e reforçou os programas federais de transferência de renda e democratização de bens essenciais. "Com tantas realizações, o povo que já o havia adotado como líder o reelegeu, mais uma vez no primeiro turno, governador da Bahia em 2010", disse.
Moema Gramacho completou seu discurso afirmando que motivos existem de sobra para tornar Jaques Wagner cidadão baiano. "Foi aqui que ele viu seus filhos crescerem e se tornarem cidadãos. Foi nesta terra que fez o enfrentamento em defesa dos trabalhadores. Foi neste estado que, enquanto militante, parlamentar, ministro e governador, conheceu cada palmo deste estado. Conhece o sofrimento dos sertanejos, dos ribeirinhos dos quilombo-las, dos índios, dos sem terra, das mulheres, dos negros e de todos os baianos e baianas que lutam por uma vida mais digna. O cidadão Jaques Wagner é baiano duas vezes, porque es-colheu a Bahia e porque nós baianos o escolhemos", disse.
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