Antes da solenidade na qual foi agraciado com o título de Cidadão Baiano, o governador Jaques Wagner concedeu entrevista coletiva à imprensa, que lotou o Salão Nobre da Assembleia Legislativa para ouvir as palavras do homenageado. "Já me considerava um baiano e agora estou legalizado. Agradeço o reconhecimento da Assembleia Legislativa, a Casa do Povo, pela oportunidade que me dá de poder dizer que agora sou baiano de fato", afirmou Wagner.
Nascido no Rio de Janeiro, Jaques Wagner cursava engenharia civil na PUC (RJ), no início dos anos 70, quando, perseguido pelo regime militar, foi obrigado a deixar a cidade, passando por Minas Gerais, São Paulo e por fim a Bahia, onde fincou raízes. "Hoje em dia, eu só me sinto baiano. Tenho carinho pelo Rio de Janeiro, como todos os brasileiros, mas quem me deu régua e compasso, como diz a música, foi a Bahia", disse o governador.
Ele afirmou que poderia ter retornado a sua cidade natal e retomado seus estudos, em 1979, após a lei da anistia, mas já havia escolhido a Bahia para viver. "Àquela altura, o meu sangue e a minha alma já estavam contaminados pelo jeito baiano de ser", disse o governador, ressaltando que era um jovem cheio de sonhos e entusiasmado com a possibilidade de ajudar a construir uma nova realidade para os baianos.
Wagner completou dizendo que ser eleito duas vezes governador é motivo de muito orgulho e reiterados agradecimentos à homenagem. Este Título de Cidadão, disse, consolida a sua luta pela melhoria de vida dos baianos.
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