Em seu pronunciamento, o deputado Marcelo Nilo, presidente da Assembleia Legislativa, lembrou que foi na Bahia que o governador Jaques Wagner passou a maior parte de sua vida e viu nascer e crescer os filhos e agora a netinha, pois chegou aqui em 1974, com apenas 23 anos. Para ele, na sessão se juntaram duas homenagens: a que foi prestada pela então deputada Moema Gramacho, "por juízo de meus pares, legítimos representantes do povo da Bahia". E aquela outra que "a Bahia presta a vossa excelência por ter escolhido nosso estado como sua terra, ainda que sem rejeitar o seu estado natal, o Rio de Janeiro."
Marcelo disse que "nesta tarde, senhor governador, não falo por mim, que pouco me suponho. Sou a voz da Bahia, se a tanto posso aspirar, a Bahia que tornaste tão sua quanto nossa em cada pedaço de chão e mar". E acrescentou que esta cidadania é distinção merecida, pois foi conquistada no dia a dia de lutas e embates políticos em prol dessa terra e de sua gente.
Logo em seguida, enfatizou: "Não, senhor governador, Vossa Excelência não conseguiu o título de Cidadão Baiano graciosamente ou por mera formalidade desta Casa, pois o senhor se fez baiano – e da maior qualidade – talvez por vocação, mas seguramente por escolha". O presidente da Assembleia lembrou que o homenageado conhece o estado de "norte a sul, leste a oeste, identificando vocações, carências e necessidades que agora, na chefia do Executivo, busca sanar, levando obras e serviços para os mais remotos rincões – e construindo uma nova Bahia, democrática, republicana e transparente.
O presidente da AL encerrou seu breve discurso classificando como "um elevado privilégio estar na presidência dessa sessão memorável" que referenda a relação de amor de décadas existente entre a terra "de Ruy Barbosa, Mangabeira, Anísio Teixeira e Margareth Menezes "e o homem público correto, republicano eleito duas vezes para o cargo maior do estado em pleitos memoráveis sempre no primeiro turno."
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