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Colegiado debate situação do Hospital de Base de Itabuna

Publicado em: 22/06/2011 00:00
Editoria: Diário Oficial

Os trabalhos da Comissão de Saúde e Saneamento foram comandados por José de Arimatéia
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O governo voltou ontem a propor a estadualização do Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães, em Itabuna. A unidade, segundo o diretor Geraldo Magella, enfrenta dificuldades financeiras e precisa de mais verbas e leitos. O assunto foi debatido na Comissão de Saúde e Saneamento como tentativa de resolver o impasse entre governo e prefeitura municipal, administradora do hospital, que perdeu a gestão plena em 2008. Ainda assim a administração estadual destina R$ 1,9 milhão todo mês ao Hospital de Base. A prefeitura quer mais R$ 500 mil.
Mas, por se tratar de unidade municipal, a prefeitura tem que arcar com os custos para o seu funcionamento. E quanto o município vai alocar no Hospital de Base? É o que quer saber Andrez Allonso, superintendente da Central de Regulação que participou da reunião de ontem da Comissão de Saúde, ao lado da secretária adjunta da Sesab, Suzana Ribeiro. Ambos reiteraram a disposição do Estado em assumir o Hospital de Base e, assim, garantir o bom funcionamento, proposta que vem sendo recusada pela prefeitura de Itabuna.
Tido pelo diretor Magella como referência e "um dos mais produtivos" de todo o estado, o hospital está com seu corpo médico em greve. "Só estão sendo atendidos os moradores de Itabuna", informou o diretor. Esta atitude é "ilegal, irresponsável e fere o Código de Ética Médica", consideraram Andrez Allonso e Suzana Ribeiro. E quem perde é o povo, completou o deputado petista Marcelino Galo, para quem o consenso tem que ser alcançado em favor da população. O Hospital de Itabuna atende a 102 municípios.
Opinião semelhante foi manifestada pelo presidente da comissão, Pastor José de Arimatéia (PRB), que também defende o entendimento em favor daqueles que necessitam de atendimento. Já para o deputado Coronel Gilberto Santana (PTN), autor da proposta de que fosse ouvido pela comissão o diretor do hospital, "o governo deve olhar com carinho e dar atenção especial a esta unidade, que é 100% SUS e precisa de socorro urgente".

TRABALHO

De acordo com o Superintendente da Central de Regulação, o governo vem alocando R$ 30 milhões/ano a mais do que o fixado pelo teto no Hospital de Base de Itabuna, totalizando R$ 105 milhões. Segundo ele, o Estado vai cooperar no que for necessário para que o município recupere a gestão plena, mas até que isso aconteça continua disposto a assumir integralmente a unidade através da estadualização. Mas a prefeitura não abre mão do hospital.
Este assunto voltará a ser debatido pela comissão em 26 de agosto, quando realiza uma audiência pública em Itabuna para tratar da saúde naquele município. Este é apenas um dos compromissos do colegiado para o segundo semestre. A comissão vai continuar trabalhando até mesmo no recesso parlamentar deste meio de ano: já no dia 5 de julho os deputados visitarão os hospitais Aristides Maltez e Irmã Dulce. A agenda incluiu, também, visitas ao Hospital do Subúrbio e ao de Custódia de Salvador.
No interior, a Comissão de Saúde e Saneamento realizará três audiências públicas – em Itabuna, em Xique-Xique e em Ipiaú – e ainda visitará o Hospital São José, em Ilhéus. O cronograma de atividades especiais dos deputados membros do colegiado começa dia 5 de julho e só termina em 28 de outubro.



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