As máximas de que a arte nunca morre e que o artista se eterniza em suas obras foram defendidas por Antônia Rosa dos Santos, viúva do artista plástico Mário Nieves Ampuero, que expôs no saguão de entrada da Assembleia, durante toda a semana, 15 telas do seu saudoso marido e pintor Cholo – como era conhecido no meio –, ganhador de vários prêmios nacionais, considerado pelos críticos como um verdadeiro mestre da espátula.
"Aqui senti como se ele estivesse presente. Em casa, já acostumada com os quadros na parede, nem percebia esta ligação. Durante esta semana que a Assembleia me deu esta maravilhosa oportunidade, é como se eu convivesse com ele de novo", frisou emocionada "Amorequito", revelando que esse era o nome pelo qual Cholo a chamava carinhosamente.
Ainda atingida pela dor da ausência, já que seu marido morreu há pouco mais de um ano, vítima de câncer, Antônia afirmou que Cholo deixou mais de 30 quadros inacabados e sete em esboço.
Nesta exposição encontram-se telas nomeadas como lavadeiras, galos de briga, marinha e casarios. Todas extremamente coloridas, divididas entre as técnicas de óleo sobre tela e espátula.
Demonstrando um grande orgulho, Antônia fez questão de discorrer sobre a carreira do marido. "Ele ganhou a medalha de ouro no 1o Salão de Artes do Paraná e medalha de prata no 2o Salão de Artes de São Paulo", afirmou a viúva, revelando que o artista nasceu em Cuzco, no Peru, e aprendeu a pintar olhando os artistas trabalharem na Praça da República, em São Paulo. No mês de agosto, esta mesma exposição será apresentada no Teatro Sesc-Senac Pelourinho.
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