Os professores e alunos das universidades estaduais baianas, que estão acampados na Assembleia Legislativa desde anteontem, formaram uma comissão com 12 pessoas capitaneada pelo presidente da Associação dos Docentes da Uesb, Alexandre Galvão Carvalho, e foram recebidos pelo presidente da Casa, Marcelo Nilo (PDT), em seu gabinete. Na conversa, que durou cerca de 1h30, foram discutidos os vários aspectos da greve dos professores estaduais que já dura 54 dias.
Segundo Alexandre Carvalho, a manifestação, que tem a proposta inicial de durar 48 horas, é um ato político em defesa da universidade pública e que pretende com isso chamar a atenção dos deputados e da sociedade para a situação das universidades estaduais. Estão participando da manifestação cerca de 300 pessoas.
O presidente Marcelo Nilo solicitou aos militantes que a ordem na Casa Legislativa fosse mantida e solicitou que a greve fosse suspensa para que o Governo do Estado pudesse ter mais tranquilidade para negociar. "A greve é um direito de todo trabalhador, mas 54 dias é muito tempo e a paralisação acaba por prejudicar os alunos e a sociedade. Vamos ajudar no que for possível para que os professores e o governo alcancem um denominador comum", afirmou o presidente.
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