Na Bahia, 3,7 milhões de pessoas vivem em áreas susceptíveis à desertificação, o que significa dizer que 289 municípios sofrem com secas ou chuvas intensas, que provocam significativos prejuízos econômicos, sociais e ambientais. Preocupada com essa realidade, a depu-tada Fátima Nunes (PT) convocou uma sessão especial para discutir o combate à desertifica-ção e à preservação da água. O evento acontece no dia 2 de junho, às 15h, no plenário da Assembleia Legislativa.
A desertificação é a degradação das terras nas zonas áridas, semi-áridas e subúmidas secas, resultantes de vários fatores, incluindo variabilidades, mudanças climáticas e atividades humanas. É um processo que traz consequências dramáticas e, em muitos casos, de difícil recuperação, gerando altos custos. "Alguns estudos tem atribuído a desertificação ao desmatamen-to, atividades pecuárias que levam ao pastoreio excessivo; atividades mineradoras, como a extração de areia, argila, minérios; cultivos agrícolas no entorno de nascentes e margens de rios; uso do fogo sem manejo adequado, ocasionando as queimadas descontroladas; manejo inadequado do solo e da água; pressão populacional", explicou a deputada.
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