O município de Canavieiras, no sul da Bahia, que comemora 120 anos neste 25 de maio, foi homenageado na Assembleia Legislativa da Bahia pelo deputado estadual Augusto Castro (PSDB), através de moção de congratulação. "Parabenizamos o povo desta terra emoldurado por praias, coqueirais, mangues, ilhas marítimas e fluviais, conhecido como Cannes", disse o parlamentar.
Augusto Castro ressalta, em sua moção de congratulação, que a história de Canavieiras começa bem antes disso, em 1700, quando fazia parte da Capitania de São Jorge dos Ilhéus. Mesmo sendo o donatário das terras um português, Jorge Figueiredo, as terras situadas na foz do Rio Pardo (antes Patipe) permaneceram por muito tempo despovoadas de brancos.
Contam os historiadores que, na primeira década do século XVIII, portugueses à procura de terras férteis se instalaram em local denominado por Poxim. Expulsos pelos índios que ali se encontravam, esses portugueses migraram para a foz do Rio Patipe (hoje Pardo), onde hoje se encontra a sede do município. Os portugueses construíram uma capela para São Boaventura, cuja imagem fora encontrada na praia. Em torno da área foi crescendo um povoamento organizado, que logo se expandiu pelas adjacências.
Por Resolução Provincial de 13 de novembro de 1832, o território de Canavieiras foi desmembrado de Ilhéus, com a denominação de Imperial Vila de Canavieiras. Nesse mesmo século, são criados novos núcleos populacionais visando à colonização e expulsão dos índios que ali habitavam, além da exploração de metais preciosos descobertos na ocasião. A sede, criada com o orago de São Boaventura do Puxim de Canavieiras, por Alvará Régio de 11 de abril de 1718, foi elevada à categoria de cidade por Ato Estadual, de 25 de maio de 1891.
Segundo o parlamentar, suas pesquisas apontaram que o nome Canavieiras, inclusive, seria em referência ao sobrenome da primeira família a se instalar em Poxim – a Vieira, que, como outras, se dedicavam ao cultivo da cana-de-açúcar. Por isso, Cana dos Vieiras, Canavieiras.
Em Canavieiras, entretanto, não havia apenas a cana-de-açúcar. Ali foi plantado o primeiro pé de cacau da região sul, trazido da Amazônia, por Antônio Dias Ribeiro, que plantou as primeiras sementes de cacau nas margens do Rio Pardo, na Fazenda Cubículo. As constantes crises da cultura cacaueira, tendo como ápice dessas a vassoura-de-bruxa, fez com que Canavieiras passasse a dar maior atenção ao turismo, em especial a partir da década de 1980. Argumento para o turismo o município tinha: belas praias emolduradas por coqueirais, mangues e ilhas, além de uma culinária especializadas em frutos do mar.
Augusto Castro lembra que as praias de Canavieiras foram imortalizadas pela TV Globo através da novela Porto dos Milagres, uma adaptação do romance Mar Morto, de Jorge Amado, escritor grapiúna.
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