A beatificação de Irmã Dulce, o "anjo bom do Brasil", também foi celebrada na Assembleia Legislativa da Bahia. A moção foi apresentada pelo deputado Sandro Régis (PR), que aplaudiu a decisão do papa Bento XVI de decretar a beatificação de Irmã Dulce, em dezembro de 2010.
Na moção, o parlamentar lembrou sobre o início da vida religiosa de Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes, que aos 13 anos passou a manifestar o desejo de se dedicar à vida religiosa, após ser tocada e sensibilizada pela visão que teve das terríveis condições de vida de pessoas carentes que ela visitou. O seu desejo de ajudar os mais necessitados foi compreendido pela família, principalmente por sua irmã Dulcinha, que cedeu a casa da família como sede de um Centro de Atendimento a pessoas carentes.
Em 15 de agosto de 1934, aos 20 anos de idade, ela foi ordenada freira, recebendo o nome de Irmã Dulce, em homenagem a sua mãe. "Desta data em diante, a Irmã viu-se comprometida cada vez mais com a necessidade imperiosa de ajudar os necessitados e excluídos", ressaltou o deputado.
Irmã Dulce fundou a União Operária São Francisco, o Circulo Operário da Bahia e o Colégio de Santo Antônio, voltado para os filhos dos operários. Além disso, invadiu cinco casas abandonadas na Ilha dos Ratos para abrigar os doentes que recolhia nas ruas. Entretanto, ao ser expulsa das casas invadidas com os seus doentes, ela peregrinou durante uma década, instalando doentes em vários lugares até transformar em albergue um galinheiro do Convento Santo Antônio, que mais tarde veio a ser o Hospital Santo Antônio.
Para Sandro Régis, todo o esforço, dedicação, determinação, solidariedade e amor de Irmã Dulce sempre foram um estímulo indomável na sua busca de melhores condições de vida para aqueles que viviam em estado lamentável de miséria. Irmã Dulce também foi indicada para o Prêmio Nobel da Paz pelo presidente da República José Sarney, que contou com apoio da rainha Sílvia, da Suécia.
Porém, foram as graças alcançadas em salvar fiéis em estado de miséria absoluta a que estavam relegados e marginalizados, e um milagre comprovado creditado a Irmã Dulce que levaram o papa Bento XVI a decretar sua beatificação.
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