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Lançado 3º volume do Memória da Bahia

Publicado em: 20/05/2011 00:00
Editoria: Diário Oficial

Personalidades dos mais diversos setores sociais fizeram questão de comparecer à solenidade
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Cerca de 500 pessoas participaram do lançamento do terceiro volume da coleção Memória da Bahia, edição conjunta da Assembleia Legislativa e o Museu Eugênio Teixeira Leal, anteontem, no salão de convenções do Ondina Apart Hotel. Presentes, o patrono daquela instituição, Ângelo Calmon de Sá, o presidente da Associação Comercial da Bahia, Eduardo Morais de Castro (autor do prefácio), Luís Carlos, diretor do Grupo Econômico, e personalidades do mundo cultural da Bahia.
Esta coleção originou-se no ciclo de palestras organizado pelo saudoso professor José Calasans entre 1985 e 1995, no auditório do Museu Eugênio Teixeira Leal, discutindo os mais variados aspectos da vida econômica e social da Bahia em quase cem palestras. O material gravado à época foi transcrito pelos técnicos do museu, revisado pelos autores – ou seus familiares – e agrupado em cinco volumes temáticos. O livro agora lançado aborda os temas: Economia, Comércio e Finanças da Bahia e Política – um total de 24 textos, sendo os oito últimos sobre política.
Mestre de cerimônias do Legislativo, o advogado Francisco Raposo disse que, ao trazer a público essa obra, a Assembleia prossegue o trabalho editorial de preservação da memória cultural de nosso estado, permitindo, assim, às novas gerações o acesso ao depoimento de uma plêiade de homens públicos, acadêmicos, professores, empresários e historiadores sobre as diversas facetas da Bahia e dos baianos. Quando esta coleção estiver completa, disponibilizará para os pesquisadores material de consulta primária inestimável sobre a Bahia do século passado. E que a "recuperação de obras de inegável valor literário, memorialista e histórico há muito deixou de ser para o Legislativo mera ação de marketing cultural, assumindo vulto maior e contribuindo decisivamente para a elevação cultural da Bahia".

DISCURSOS

Autores das palestras, seus cônjuges ou filhos autografaram os volumes após o ato de lançamento, que começou às 18h (com uma hora de atraso, por conta das fortes chuvas que assolaram Salvador), que constou dos pronunciamentos do presidente da Associação Comercial, Eduardo Morais de Castro, da diretora do museu, Eliene Dourado Bina, do professor Délio Pinheiro, assessor para Assuntos de Cultura da Assembleia, que representou o presidente Marcelo Nilo, retido por conta da inundação de avenidas de vale, e do patrono do Museu Eugênio Teixeira Leal, Ângelo Calmon de Sá.
O presidente da Associação Comercial da Bahia se declarou "envaidecido" com o convite para prefaciar documento tão importante, que "reproduz para conhecimento das novas gerações a cultura de palestrantes ilustres que traçam um retrato preciso do que era a Bahia no século passado". Ele elogiou a disposição da Assembleia em abraçar projeto de tamanho alcance, parabenizando o presidente Marcelo Nilo pela "sensibilidade e pela elevação da cultura de nossa terra". Eduardo Morais de Castro lembrou o pioneirismo do Grupo Econômico ao implantar o museu no Pelourinho, antes mesmo daquela área e o Centro Histórico serem revitalizados e destacou a importância desse grupo para o progresso e o desenvolvimento da Bahia.
Aproveitou para convidar os presentes para o lançamento ainda em junho, possivelmente no dia 17, de uma coleção com cinco livros que traça a história da Associação Comercial da Bahia editada em parceria com o Legislativo. A diretora do museu, Eliene Bina, agradeceu o apoio recebido do presidente do Legislativo para este projeto e o incentivo e a "carta branca" que têm do doutor Ângelo Calmon de Sá e de Luís Carlos para revitalizar o Eugênio Teixeira Leal, torná-lo atrativo para os visitantes, atuar como uma verdadeira casa de cultura, como era o objetivo de seus fundadores e do professor José Calasans, e ainda fazer a inclusão social.
Revelou detalhes de alguns dos projetos em execução através de parcerias com o Ministério da Cultura, Fundação Vitae e do Instituto Coperforte, destacando aí o papel de seu dirigente, Rogaciário dos Santos, que veio de Brasília para Salvador especialmente para o lançamento desse volume. Ela agradeceu ainda o apoio da equipe de técnicos e estagiários do museu e disse que espera ver completada esta coleção até o final do ano.
Em nome do deputado Marcelo Nilo, o professor Délio Pinheiro reafirmou a disposição do parlamento de continuar a apoiar as iniciativas culturais da Bahia, fazendo uma pausa para citar os nomes ilustres que compõem o terceiro volume da coleção Memória da Bahia: os professores Ruy Simões, Thales de Azevedo, Renato Berbert de Castro, Virgílio Loureiro, Mário Calmon Ary Guimarães, Luís Henrique Dias Tavares, Cláudio Veiga, Antonio Alexandre Dutra, Angelina Nobre Rolim Garcez, Sílvia Newton de Lemos Matos e Célia Braga.
Além desses, o empresário Norberto Odebrecht, os historiadores Consuelo Pondé de Sena, Antonieta d’Aguiar Nunes, Kátia Mattoso, Vítor Manoel Marques da Fonseca; o ex-presidente do Banco Central e secretário da Ceplac, Carlos Brandão, o senador Josaphat Marinho, os economistas José Maciel dos Santos Filho e Ronald Lobato, o ex-deputado federal Wilson Lins, o ex-vice-diretor do Centro de Estudos Afro-Orientais Climério Joaquim Ferreira e, por fim, mas não por último, o ex-prefeito e conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, Renan Baleeiro. Em seu nome pessoal, Délio Pinheiro disse que, "no passado, a Bahia era mais culta, como bem demonstra a relação de debatedores do ciclo de palestras agora trazido a lume graças à parceria do Eugênio Teixeira Leal com a Assembleia Legislativa".
O último orador foi o ex-ministro Ângelo Calmon de Sá, que revelou ter sido de seu irmão, Frank, a ideia de implantação do Museu Eugênio Teixeira Leal, sendo ele que comprou a casa onde a instituição está instalada – a mesma em que a instituição ainda denominada Caixa Econômica da Bahia funcionou inicialmente. Mas foi sob sua gestão que o museu passou a existir. Ele creditou ao professor José Calasans o mérito maior por aquele "exitoso ciclo de palestras", mas admitiu haver sido consultado sobre alguns dos convidados, pessoas de seu convívio com quem ele já havia trabalhado ou que trabalharam com ele.
Ângelo Calmon de Sá elogiou o trabalho da atual direção do museu, sua equipe, que "faz milagres com muito pouco dinheiro" e disse que a instituição "está mais viva agora do que nunca". Antes de encerrar a sua fala, louvou o programa editorial executado pelo deputado Marcelo Nilo na Assembleia Legislativa e o empenho de todos os envolvidos com a publicação da coleção Memória da Bahia, que resgata uma Bahia que já não existe.

PRESENÇAS

Participaram do lançamento do livro o diretor presidente do Irdeb, Pola Ribeiro, o secretário municipal de Reparação, Carlos Silva Júnior, representando Ubiratan Castro, presidente da Fundação Pedro Calmon; José Antonio Lomba, cônsul-geral de Portugal, Mateus Marbec, chefe do gabinete do Iphan, representando o presidente do órgão, Eliomar Monteiro; José Rogaciário dos Santos, presidente do Instituto Coperforte; Clarindo Silva, Eliana Rocha, gerente do Instituto Mauá; a professora Marita dos Santos, do mestrado da Uneb, e Antonio Ivo de Almeida, presidente da Academia de Letras e Artes de Salvador.
Também estiveram presentes Dílson Martins Lima, assessor da presidência do Prodeb, representando o presidente, Ataíde Lima de Oliveira; Déa Márcia Frederico, diretora de patrimônio do Memorial Mãe Menininha; Edgard Joaquim Ferreira, do Projeto Axé; e Sandra Santos, do Instituto Cooperforte. O assessor parlamentar Jorge Henrique, representante do deputado federal Zezéu Ribeiro; Clara Wolforteh, Luís Senna, assessor do Pangea; Marluce de Lima, da Uneb; Hylla Zannelhe, Thales de Azevedo Leite e o tenente Sanches, representante do comandante Odair, do Grupamento de Fuzileiros Navais.
Participaram do lançamento os palestrantes desse ciclo Consuelo Pondé de Sena, Sílvia Newton Mattos, Ronald Lobato, Antonietta d’Aguiar Nunes e Mário Calmon. Representaram os palestrantes Ruy Simões, sua viúva Stella Sena e as irmãs Lourdes e Sizininha; Ary Guimaraes foi representado por sua filha Laise Guimarães e o ex-senador Josaphat Marinho pelo filho, Paulo Marinho. Atualmente em viagem ao exterior, Renan Baleeiro foi representado pelo filho, Jayme Baleeiro. Thales de Azevedo foi representado por seu filho Paulo Ormindo e pelo neto Tasso.
Representaram Virgínio Loureiro seu filho Ricardo Loureiro e seu irmão Roberto Loureiro. Adoentados, os professores Luiz Henrique Dias Tavares, Climério Joaquim Ferreira, Angelina Garcez e Célia Braga não puderam comparecer. Carlos Brandão, Antonio Alexandre Dultra, Vitor Manoel Fonseca e Jose Marciel Neto residem no Rio de Janeiro e, portanto, não puderam comparecer.



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