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Rosemberg critica atuação de fiscais da Coelba nos bairros

Publicado em: 16/05/2011 00:00
Editoria: Diário Oficial

O petista participou da audiência pública representando o presidente Marcelo Nilo
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A necessidade da Coelba de coibir os furtos e fraudes não justifica o comportamento dos fiscais da concessionária de energia elétrica. A avaliação é do deputado Rosemberg Pinto (PT), que preside a Comissão de Defesa do Consumidor da Assembleia e representou o presidente do Poder Legislativo baiano, o deputado Marcelo Nilo, na manhã da última sexta-feira, na audiência pública intitulada: Gato de energia elétrica: como apurar a irregularidade dentro da lei.
O encontro, realizado no Centro Cultural da Câmara de Vereadores de Salvador, foi promovido pela Defensoria Pública e teve como justificativa o grande número de reclamações nos Juizados Especiais de Defesa do Consumidor de Salvador contra a Coelba. O objetivo foi discutir os problemas vividos por diversos consumidores de energia elétrica, sobretudo os de baixa renda.
Além de Rosemberg Pinto, participaram do evento a vereadora Vânia Galvão (PT); a defensora pública do Núcleo de Defesa do Consumidor, Gisele Aguiar; o gerente de operações da Coelba, Alfredo João de Brito; a diretora de atendimento do Procon, Cristiana Menezes, dentre outros.
Segundo Rosemberg Pinto, grande parte dos fiscais da Coelba chega nos bairros para verificar as denúncias como se fosse agente policial. "É preciso que a Coelba faça com urgência uma requalificação desses fiscais para que eles continuem fazendo o seu trabalho, mas mudem a forma de abordagem", avalia ele, reforçando que moradores não podem ser constrangidos nessas abordagens.
O parlamentar lembrou também que, na maioria das vezes, as pessoas fazem gato de energia por pura necessidade. "Temos que diferenciar aqueles que fazem gatos por necessidade daqueles que querem fazer apenas uma apropriação indevida", avalia ele.
Em sua palestra, o gerente de operações da Coelba, Alfredo João de Brito, afirmou que os furtos e fraudes de energia causam um prejuízo de R$ 170 milhões por ano aos cofres da Coelba. Para ele, o maior problema dos gatos é a questão da segurança. "Em 2009, duas pessoas morreram e no ano passado mais duas nos acidentes envolvendo furto de energia da Coelba."



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