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AL ouvirá secretário da Segurança

Publicado em: 20/04/2011 00:00
Editoria: Diário Oficial

Colegiado de Segurança Pública discutiu ações preventivas para a redução da violência
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No próximo dia 5 de maio, o secretário da Segurança Pública do Estado, Maurício Telles Barbosa, estará na Assembleia Legislativa para apresentar um balanço das estratégias conjuntas de ações operacionais e investigativas para diminuição da violência na Bahia. O anúncio foi feito, na manhã de ontem, por Adolfo Menezes, presidente da Comissão de Direitos Humanos e Segurança Pública da Casa.
Em reunião na sala Herculano Menezes, o colegiado discutiu propostas de melhorias e ações preventivas para a redução da violência e o combate à criminalidade no Estado. Uma das medidas apontadas foi à política de valorização de policiais civis e militares, visando à qualificação do serviço prestado por esses profissionais à sociedade.
O deputado Capitão Tadeu (PSB) sugeriu a realização de uma sessão especial para homenagear o Corpo de Bombeiros Militar da Bahia. "Vamos reverenciar a memória dos militares mortos na Catástrofe do Beco do Frazão, ocorrida no dia 2 de maio de 1935, onde um deslizamento de terra soterrou 11 bombeiros e levou à morte de oito desses bravos homens", contou Tadeu. Na presença do coronel Dalton da Silva Barbosa, comandante de Operação Bombeiro Militar, o deputado lembrou que a tragédia, ocorrida no bairro do Taboão, em Salvador, marcou em definitivo a história do Corpo de Bombeiros da Bahia. Aprovada por unanimidade dos parlamentares membros da comissão, a sessão está prevista para ocorrer na primeira semana de maio.

MORTES

A morte de Aldemir dos Santos Costa, 19 anos, e de Tiago Coutinho Macedo, 22, deflagradas durante a operação conjunta realizada pelas polícias Civil e Militar no bairro Nordeste de Amaralina, em Salvador, também esteve na pauta de discussão. Acompanhada do irmão Almir Batista Costa, pai de um dos jovens assassinados, a líder comunitária Marieta Batista denunciou a ação da polícia, realizada na manhã do último dia 25 de março. Ela contou que militares da Ronda Tático Motorizada (Rotamo) invadiram a residência de Tiago e simularam uma troca de tiros ao efetuarem os disparos contra o jovem. O sobrinho Aldemir, que também se encontrava no local, tentou fugir, mas foi perseguido pelos policiais até o Parque da Cidade, onde foi alvejado.
Os jovens eram acusados de envolvimento com o traficante Luiz Fernando Anunciação da Cruz, conhecido por "Camisinha", um dos líderes da facção criminosa responsável pela venda de entorpecentes na capital baiana e na região metropolitana, morto também durante a intervenção policial do dia 25. No entanto, de acordo com Marieta Batista, a acusação não procede. "Viemos aqui exigir uma punição rigorosa para os policiais responsáveis pela morte de meu sobrinho e de seu amigo Tiago. Esses meninos não tinham nenhuma ligação com o tráfico de drogas e tiveram suas vidas ceifadas de forma brutal", afirmou, em tom de desabafo.
O compromisso de apurar a denúncia foi firmado pelos parlamentares. O vice-presidente da comissão, deputado Delegado Deraldo Damasceno (PSL), garantiu que o colegiado irá buscar respostas junto às autoridades responsáveis, uma vez que cabe a eles o papel de cobrar a existência das apurações. "Se estas pessoas vieram até aqui, é porque confiam no trabalho dessa comissão. Nós, com certeza, iremos nos fazer presente no acompanhamento das investigações", destacou.

VISITA

A Comissão de Direitos Humanos e Segurança Pública da Assembleia Legislativa da Bahia visitou o bairro do Uruguai, na Cidade Baixa, para conversar com moradores a respeito da atuação de agentes públicos no local. Durante reunião do colegiado, um morador da região denunciou casos de suposta agressão física e morte por parte de policiais. Segundo relato, a ação estaria acontecendo dentro de casas inacabadas que fazem parte do projeto de revitalização de Novos Alagados, mais conhecido como "Conder".
A obra, que começou em 2005, conta com 99 casas, e faz parte do programa Dias Melhores. De acordo com os moradores, com a falta de iluminação pública, o local está sendo usado até como desova. Há relatos de que três corpos já foram encontrados nos entulhos que ficam em frente às casas.
Relator da visita, o deputado estadual Yulo Oiticica declarou que o bairro tem problemas sociais gravíssimos. "A ida da comissão teve como foco específico as supostas agressões, tortura e assassinatos de jovens. A situação que se encontra o referido local da visita possibilita tais fatos. Sem iluminação, com poucas condições de trânsito e o atraso nas obras fazem com que ações criminosas aconteçam, sobretudo durante a madrugada."
O deputado Yulo Oiticica irá entregar um relatório à Comissão de Direitos Humanos e Segurança Pública. O relator irá encaminhar também ofícios aos órgãos públicos com solicitações de melhorias no local.



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