A mudança do local onde será instalado o Complexo Portuário e de Serviços Porto Sul, apontado como a maior obra de infraestrutura do governo Jaques Wagner, repercutiu bem na Assembleia Legislativa. Os integrantes da Comissão Especial do Complexo Intermodal e Ferrovia de Integração Oeste-Leste/Porto Sul, em sessão realizada ontem, elogiaram a iniciativa e se mostraram otimistas quanto ao início das obras do complexo.
A transferência do local atende a um pedido do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), feito em fevereiro, para que fossem apresentadas alternativas de localização para o complexo. A mudança foi pequena – cerca de cinco quilômetros de distância do ponto original, no sentido de Ilhéus –, mas suficiente, segundo o governo, para que a ameaça de destruir barreiras de corais fosse afastada e para que a destruição da fauna e da flora seja minimizada.
Com a alteração, feita através de decreto publicado anteontem no Diário Oficial do Estado, o complexo portuário não será mais construído na Ponta da Tulha e sim num local chamado Aritaguá, que fica a cerca de 10 km do Centro de Ilhéus. "Ainda que não seja a área mais adequada do ponto de vista de infraestrutura, o governo do estado tomou a iniciativa de fazer a de-sapropriação da área de Aritaguá por conta da questão ambiental", afirmou o deputado Rosemberg Pinto (PT).
O deputado Augusto Castro (PSDB) elogiou a iniciativa do governo de agilizar a transferência do local onde será instalado o complexo – questão que vinha emperrando o início da realização das obras. "É um momento importante para a população do Sul do Estado, que aguarda com expectativa essa obra que vai revitalizar a economia da região". Mesma opinião tem a deputada Cláudia Oliveira (PTdoB). "A sociedade baiana deseja muito que tudo se resolva."
O deputado Euclides Fernandes (PDT), que presidiu a sessão de ontem, colocou à disposição dos demais integrantes do colegiado toda a documentação do Ministério Público Federal (MPF) relacionada ao assunto. Além disso, a comissão definiu a realização de uma audiência pública, no dia 4 de maio, com os secretários estaduais de Planejamento, Zezéu Ribeiro, e da Casa Civil, Eva Chiavon, para que o projeto do complexo seja discutido em detalhes.
Os deputados definiram também a realização de duas audiências públicas, em Caetité (13/05) e Guanambi (27/05). O objetivo é discutir com a comunidade local o impacto econômico e social da construção da Ferrovia Oeste-Leste.
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