O falecimento do ex-presidente da Academia de Letras da Bahia (ALB) Cláudio Veiga foi lamentado na Assembleia Legislativa pelos deputados Luizinho Sobral (PTN) e Bruno Reis (PRP). Em moção de pesar, os parlamentares relembram a trajetória de sucessos daquele que era doutor em Letras e foi diretor do Instituto de Letras da Universidade Federal da Bahia e presidente da ALB por "26 anos". Escritor, ensaísta e tradutor de poemas franceses, Cláudio Veiga ocupou a cadeira de no 9 da Academia de Letras baiana onde, apenas três anos após ingressar, foi eleito presidente.
Veiga escreveu, inicialmente, uma série de livros sobre língua e literatura francesas. Publicou, em seguida, trabalhos de literatura comparada. "Natural de Salvador, estudou na École de Préparation et de Perfectionnement des Professeurs de Français à I’Étranger, Paris; Sorbone-Université de Paris; Institut de Philologie Romane, Estrasburgo", contam os deputados na breve biografia que traçaram sobre o literato, que foi, ainda, professor titular de Literatura Francesa e diretor do Instituto de Letras da Ufba.
Cláudio Veiga recebeu inúmeros títulos e prêmios, como o Palmes Académiques-Chevalier e Officier (França) e a Ordem de Instrução Pública no grau de Comendador (Portugal). Recebeu diversos prêmios, como o Grand Prix du Rayonnement de la Langue Française-Médaille de Vermeil, da Academia Francesa; o Troféu Francisco Igreja, da União Brasileira dos Escritores, e o Prêmio Nacional de Ensaio, da Academia Brasileira de Letras. Dentre seus muitos livros publicados, Luizinho Sobral e Bruno Reis destacam Das pequenas cartas de Pascal (1954); A comparação e as provinciais (1957); Gramática Nova do Francês (1965); Um retrato da Bahia em 1904 (1986); Antologia da poesia francesa – Do século IX ao século XX (1991); Atravessando um século (1993); Morte de alguém (1995); Um brasilianista francês (1988) e Um estudante em Paris (2004).
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