Quinta-feira , 30 de Junho de 2022
ESCOLA DO LEGISLATIVO

Clarissa Mustafá expõe na Assembleia

Publicado em: 02/05/2022 19:15
Editoria: Escola do Legislativo

Obras da artista plástica ficam expostas até sexta-feira
Foto: AscomALBA/AgênciaALBA
Pela primeira vez, a artista plástica soteropolitana Clarissa Mustafá tem suas obras expostas na Assembleia Legislativa. Intitulada Azul, a mostra individual foi aberta nesta segunda-feira (2), no espaço cultural da Casa, e fica até sexta-feira (6). Nesse projeto, Clarissa convida o público a respirar suas cores e imergir em sua poesia.



São 14 quadros em aquarelas e óleo sobre tela, que trazem temáticas marítimas e religiosas, a exemplo de embarcações, fortes, Nossa Senhora e Iemanjá - mas que têm a cor azul como fonte de inspiração. Segundo a pintora, há um filtro azul predominante em seu olhar e, por isso, deixa a cor espraiar nas superfícies das telas, e se deixa guiar por paisagens, onde gostaria de caminhar no período de restrições sociais.



“Azul é um sopro, é a primeira inspiração após as máscaras, a disrupção das telas virtuais”, definiu a artista, que diz pigmentar suas obras com poesia e experiência, reafirmando o lúdico como característica marcante e primordial em sua arte. “Acredito que toda maturidade só sobrevive se guardarmos certa leveza infantil”, afirmou.



Uma curiosidade adotada por Clarissa é a aplicação da arte em realidade aumentada, sobre seis das obras expostas. Ao focá-las, o visitante poderá acessar a outras obras da pintora e, também, a sua poesia.



TRAJETÓRIA



Desde criança, Clarissa Mustafá gostava de arte, começando pela poesia. Aos dez anos já escrevia poemas infantis, que seguiu aprimorando. Também gostava de rabiscar e, com o tempo, começou a pintar, de forma autodidata.


No entanto, a opção como profissão foi Arquitetura e Urbanismo “a maior das artes, arte que a gente vive”, ressaltou. Recém-formada pela Ufba (2009), quando ia começar o TCC, sua mãe faleceu e ela encontrou na arte o suporte emocional. “Foi uma válvula de escape, comecei a estudar e a fazer minhas telas em 2010”, relatou.



Para a artista plástica, a pintura e a poesia são atividades adjacentes, mas não menos importantes. Iniciou os estudos de pintura como autodidata e, para aprimorar algumas técnicas específicas, ingressou em cursos livres de óleo sobre tela, pintura em porcelana, espatulado e aquarela.



Entre os pontos importantes na criação de suas obras, Clarissa destaca a valorização da cor, do movimento e da poesia, como formas principais de expressão. Suas referências são Carybé e Pierre Verger.


MOSTRAS



Sua primeira exposição foi em 2016, intitulada Bahia, Letras e Cores, no Tribunal de Justiça da Bahia, em Salvador, onde realizou também Cor, Luz e Movimento (2018), e Entremeios (2019), com recital de poesias e textos de sua autoria, declamados pela musicista Carla Castro.





Entre as individuais, destacam-se Cores Vivas, em 2018, no Café Boutique Store (individual); As faces de Maria (2019), com aquarelas sobre as aparições marianas, como parte da celebração dos 58 anos do município de Simões Filho, na Paróquia São Miguel de Cotegipe e Memórias do Cárcere - olhares da Alma (2019), no Forte de Santo Antônio Além do Carmo, em Salvador; e a participação em Designíssimo, com exposição de telas e aquarelas, na SM Móveis, em Santo Antônio de Jesus.




Dividiu espaços culturais em coletivas em homenagem à Frida Kahlo e à escritora Clarice Lispector - Frida 112 (2019) e Clarices (2020) - no ME Ateliê da Fotografia e, entre 2020 e 2021, participou das exposições virtuais Toinho por toda parte, do Projeto Antônio, Tempo, Amor & Tradição, anos XXIV e XXV, promovido pela Escola de Belas Artes da Ufba, no Instagram.




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