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Capitão Alden defende financiamento especial para informais e redução de efetivo em call centers

Publicado em: 27/03/2020 22:45
Setor responsável: Notícia

O deputado Capitão Alden (PSL) encaminhou, através da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa (ALBA), duas indicações ao governador Rui Costa, solicitando medidas para o enfrentamento da crise causada pelo Covid-19. Ele pede a criação de condições especiais de financiamento para os trabalhadores informais e microempreendedores do Estado, objetivando diminuir o impacto econômico do coronavírus, e que seja determinada a redução de efetivo nas empresas de call center na Bahia, considerando a quantidade máxima de 300 funcionários por turno e, no máximo, 50 por setor.


Na justificativa do primeiro documento, Alden recordou que, após o aumento de casos do coronavírus, as principais bolsas de valores pelo mundo acumularam perdas expressivas, refletindo uma piora nas perspectivas de recuperação econômica. Segundo o legislador, “a queda nos preços de ativos e o aumento na aversão a risco tendem a piorar as condições de financiamento para as empresas ao aumentar o custo do investimento e apertar as restrições”. 


“Os pequenos empresários e os trabalhadores informais, sem sombra de dúvidas, estão atravessando enorme dificuldade para manter os seus negócios. É obrigação do poder público estabelecer políticas para acelerar o crescimento econômico e superar os impactos negativos da pandemia”, afirma o parlamentar, lembrando que o Estado dispõe de mecanismos de crédito para fomentar o desenvolvimento econômico nesta fase de crise.  

Dessa forma, o deputado argumenta que a proposta por ele apresentada “tem por objetivo contribuir para o desenvolvimento econômico e social das regiões afetadas pela pandemia, através das instituições financeiras mediante a execução de programas de financiamento, em consonância com os respectivos requisitos”.  


CALL CENTERS 


No texto da outra indicação, Alden alega que recebeu informações de que as pessoas trabalham muito próximas no ambiente dos call centers e que falta álcool para a higienização. “De igual modo, o receio em contrair a doença é tamanho, pois os operadores precisam compartilhar os seus acessórios de trabalho, como mesa, telefone, computadores, headphone, entre outros, os quais estão sendo manipulados por inúmeros funcionários diariamente sem a devida higienização”, disse. 


Segundo Alden, a necessidade de conter a propagação de infecção e transmissão local e preservar a saúde de todos os funcionários envolve o poder público, mas também as empresas privadas e a sociedade civil em geral. “Para que os hábitos de higiene básicos, aliados com a ampliação de rotinas de limpeza em áreas de circulação, sejam suficientes para a redução significativa do potencial do contágio”, destacou. 



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