Terça-feira , 31 de Março de 2020

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DIRETO DO PLENÁRIO -

Publicado em: 17/02/2020 19:07
Setor responsável: Notícia

Divulgação/AgênciaALBA
O pequeno expediente da sessão ordinária desta segunda-feira (17), na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), foi estendido, por acordo entre as lideranças dos blocos da maioria e da minoria, para contemplar a fala dos parlamentares. A tribuna foi ocupada por diversos oradores, que trataram de temas como violência urbana e segurança pública, movimento paradista de categoria de trabalhadores, entre outros.


Presidente da Comissão dos Direitos da Mulher na ALBA, a deputada Olívia Santana (PC do B) manifestou preocupação com a ocorrência de quatro mortes em Salvador somente em um fim de semana. “É muito duro ver que em pleno Século XXI isso acontece em Salvador. A gente não pode tratar o que não é natural como natural. Temos que ampliar a indignação de toda a sociedade e investir em infraestrutura de proteção às mulheres”, sugeriu a parlamentar.

Adolfo Menezes (PSD) se associou à fala da deputada Olívia Santana, lamentando a cultura machista da sociedade brasileira e baiana. Para o pessedista, essa realidade da violência urbana não vai melhorar apenas com educação e investimento em segurança pública, defendendo, concomitantemente, penas severas, “porque, com o código penal vigente no nosso país, as penas são muito brandas ainda, principalmente para os traficantes”.

Kátia Oliveira (MDB) também se levantou contra os casos de feminicídio, citando vítimas dos últimos quatro anos no município de Simões Filho, onde participou, nesse final de semana, de uma caminhada de protestos sobre a temática. A parlamentar enumerou emendas, projetos de lei e indicações de sua autoria que visam enfrentar o problema, como a ampliação das rondas Maria da Penha e da implantação de mais delegacias especiais de atendimento à mulher, as Deams.

A deputada Maria del Carmen Lula (PT) também pediu engajamento na mobilização por fortalecimento da rede de apoio às mulheres vítimas de violência. “Estes assassinatos não podem se tornar rotina. Temos na ALBA um projeto de lei que prevê tratamento psicológico para agressores de mulheres. Que se puna os culpados com o devido rigor que se exige, mas que passemos também a tratar os homens agressores”, propôs.

O deputado Jacó Lula da Silva (PT) se solidarizou com os petroleiros em greve, chamando a atenção para o fato de que o sindicato ligado aos trabalhadores da Petrobras “já tem uma multa maior do que a que foi aplicada à Vale para o desastre de Brumadinho”. O parlamentar também registrou a entrega, pela manhã, da Comenda 2 de Julho ao cantor, compositor e sambista Nelson Rufino, em solenidade proposta por ele.

Robinson Almeida Lula (PT) também tratou sobre a greve dos trabalhadores da Petrobras, que “há 17 dias paralisaram suas atividades e sofrem um boicote da invisibilidade pela grande imprensa nacional”. O petista anunciou que estará presente na assembleia da categoria, nesta quarta-feira, para levar seu apoio, e criticou a “criminalização do movimento por parte do TST, que vem aplicando multas descabidas à paralisação”.

O deputado Pastor Tom (PSL) falou do campeonato baiano de futebol em seu discurso e mencionou a partida em que o Fluminense de Feira de Santana venceu o Doce Mel pelo placar de 7 a 3. O legislador afirma que o time feirense ocupa o terceiro lugar na competição e caminha para se tornar uma das principais forças do futebol do Estado.

O deputado Hilton Coelho (Psol) afirmou que a executiva nacional do seu partido ainda aguarda respostas para a morte do ex-capitão da Polícia Militar do Rio de Janeiro em uma ação ocorrida na Bahia. O militar era acusado de integrar milícia naquele estado e era considerado peça chave na investigação da morte da vereadora Marielle Franco (Psol). “Que a verdade dos fatos seja resgatada”, disse Hilton.

O deputado Paulo Câmara (PSDB) informou que pedirá auxílio à Comissão de Infraestrutura, Desenvolvimento Econômico e Turismo para que leve ao Governo do Estado o pleito de moradores das cidades de Maiquinique, Potiraguá e Macarani, na Região Sul da Bahia. Os habitantes da área pedem a recuperação de um trecho de 22 quilômetros da BA-270.


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