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Fila de espera para cirurgia de joelho e bacia preocupa Comissão de Saúde

Publicado em: 22/10/2019 21:07
Setor responsável: Notícia

JulianaAndrade/AgênciaALBA
A Comissão de Saúde e Saneamento da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) discutiu, na manhã desta terça-feira (22), soluções para a redução da extensa fila de espera formada por pacientes que necessitam de cirurgias de joelho e bacia. Proposta no dia 1º de outubro pelo deputado Eduardo Alencar (PSD), a audiência pública buscou esclarecer o motivo da demora para os atendimentos. 

De acordo com Alencar, a audiência pública é uma iniciativa para proporcionar a garantia a um direito do cidadão. Conforme o parlamentar, as cirurgias ortopédicas representam alternativa importante para que o Estado proporcione uma vida digna ao cidadão. 

“Muitos e muitos jovens têm ficado incapazes por causa de traumas, ocasionados por acidentes, por contraírem doenças degenerativas, precisando assim de cirurgias ortopédicas. As filas de espera são uma realidade, e a nossa busca é entender os entraves em busca de encontrarmos viabilidade para a prestação de serviços mais céleres”, explicou o deputado.

O colegiado recebeu a visita do secretário estadual de Saúde, Fábio Vilas-Boas, que na oportunidade apresentou as ações do Governo do Estado para garantir o melhor serviço público no que tange as cirurgias de joelho e bacia. 

De acordo com Vilas-Boas, a administração pública tem trabalhado para a redução do tempo de internação dos pacientes, investindo em equipamentos que promovam resultados de exames com mais rapidez; o estímulo da equipe médica, com incentivo por produção; a retirada do teto de recebimento das organizações sociais que fazem a gestão de hospitais; além da ampliação de leitos em instituições de saúde espalhadas pelo território baiano. 

“Hoje nós temos em algumas unidades do Estado cerca de 70% dos leitos ocupados com vítimas de acidente de trânsito, com politraumatismo. Nas enfermarias, em média nos nossos hospitais, gira em torno de 40% de todos os leitos do SUS ocupados na Bahia, por pacientes ortopédicos, tantos os de giro rápido, quanto os que ficam precisando de múltiplas cirurgias. Essa é uma das principais causas de tempo de internação prolongada”, explicou.

O secretário ressaltou que rede hospitalar do Governo do Estado tem sido pressionada pelo volume de internações da rede de urgência e emergência, o que significa que tem dificultado a disponibilidade de vaga para internar pacientes eletivos. “Eu não tenho como bloquear um leito para um paciente que vem do ambulatório e negar um paciente que foi vítima de um acidente de carro, que está precisando internação naquele momento. A única forma da gente dar vazão às cirurgias eletivas e não apenas as ortopédicas, mas as demais, é conseguir oferecer vagas nos hospitais da rede própria do Estado, e isso pode ser feito de diferentes formas”, conta. 

Segundo a presidente do Cosemes, Stella Souza, que no evento representou os secretários municipais de Saúde da Bahia, a lista geral do Estado para cirurgias de joelho gira entorno de 4 mil pacientes. Ainda de acordo com Stella, não dá para esperar o resultado das ações do Governo do estado, são necessários resultados imediatos. “As cirurgias não estão acontecendo pelo valor da cirurgia. Uma alternativa é investir dinheiro do tesouro estadual. Precisamos reduzir o sofrimento das pessoas”, afirmou. 

Para o deputado Alan Sanches (DEM), é preciso uma política de enfrentamento. “A gente pode perceber que em determinadas regiões temos 2 mil ou três mil pessoas na fila para a cirurgia, mas essas são as que já tiveram a consulta. O montante de pessoas que precisam de cirurgia é muito maior. Temos que fazer o enfrentamento a fim de recuperar essas pessoas que estão ficando aleijadas e que estão com dificuldades para resolver a sua vida”, afirmou. 

O deputado Niltinho (PP) ressaltou o momento econômico do Brasil como um fator agravante das filas de espera. “Naturalmente quando você está com o país em crescimento, o cidadão passa a ter condições de usar o plano de saúde ou pagar de forma particular a prestação de serviço na área de saúde. Na crise, o cidadão não vai ter condição de utilizar o plano de saúde, e passa a utilizar o serviço de saúde público estadual ou municipal, o que é mais do que natural. Ele tem o direito de cobrar do Estado”, defendeu. 

Participaram do encontro os deputados membros do colegiado Eduardo Alencar (PSD), Alan Sanches (DEM), Jacó Lula da Silva (PT), Alan Castro (PSD), Niltinho (PP) e Alex da Piatã (PSD), além dos seguintes parlamentares que não pertencem a comissão: Rosemberg Pinto (PT), Maria del Carmen (PT), Pedro Tavares (DEM), Alex Lima (PSB) e Jurailton Santos (Republicanos).


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