Quinta-feira , 14 de Novembro de 2019

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ALBA discute processo de privatização do Banco do Brasil

Publicado em: 10/09/2019 22:47
Setor responsável: Notícia

Divulgação/AgênciaALBA
A Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) realizou, nesta terça-feira (10), na Sala  Jairo Azi, uma audiência pública em defesa do Banco do Brasil (BB), proposta pelo deputado Fabrício Falcão (PC do B). A solicitação para o evento, que teve como objetivo criar uma oposição ao processo de privatização da instituição, foi feita pelo Sindicato dos Bancários da Bahia e pela Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe, representadas respectivamente pelos seus presidentes Augusto Vasconcelos e Hermelino Neto. Os parlamentares Osni Cardoso (PT), Rosemberg Pinto (PT) e Olívia Santana (PC do B), o ex-deputado Álvaro Gomes e dirigentes sindicais prestigiaram o debate. 

De acordo com Fabrício Falcão, o Brasil está vivendo um momento de grande retrocesso. Esse governo está vendendo ativos importantes do Brasil. São de grande valor, mas vendidos a preço de banana, como foi o caso da BR Distribuidora, que foi entregue pelo lucro que ela daria em três anos. E isso está se dando com toda a estrutura estatal que fomenta a economia do país, como é o caso do Banco do Brasil, dos Correios, que são instituições que têm importância para as pessoas de uma forma geral. O Banco do Brasil tem importância social. Bancos privados, como Itaú, Bradesco e Santander, não querem ir para municípios como Caetanos e Mirantes, de economia muito frágil. A função social do Banco do Brasil faz com que ele seja necessário”, afirmou Falcão.

Tanto Augusto Vasconcelos quanto Hermelino Neto apontaram, como funesto, o processo de privatização que o banco estatal vem sofrendo durante este governo e a necessidade de mobilização para impedir que o país perca o controle da instituição de 210 anos, que, segundo eles, é um importante instrumento de fomentação da economia nacional.

Conforme informou Vasconcelos, o Banco do Brasil apresentou, no primeiro semestre de 2019, um lucro de R$ 8,679 bilhões, o que desperta o interesse dos bancos privados. “Mais do que ser lucrativo para o país, o Banco do Brasil, assim como outros bancos públicos, atuam em diversas áreas em que bancos privados não atuariam”, criticou.

Também presente à mesa, o coordenador da Rede Sindical Internacional do BB, Wagner Nascimento, apresentou dados comparativos da atuação dos bancos estatais e dos privados. Foi mostrado que, apesar da função social das instituições públicas, que são responsáveis pela maior parte dos créditos imobiliários, à agricultura e à indústria, por exemplo, elas ainda apresentam grande lucro. 

A diferença da atuação de bancos públicos e privados no fomento à economia, segundo Wagner, é ainda mais discrepante no Norte e Nordeste. Ele explicou, por exemplo, que, na Bahia, 100% do crédito imobiliário é disponibilizado pelos estatais. “Não estamos defendendo o BB no sentido corporativista, mas uma empresa fundamental para o desenvolvimento econômico do nosso país”, declarou Nascimento.


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