Terça-feira , 16 de Julho de 2019

MÍDIA CENTER

Jacó propõe criação do Dia Estadual da Criança Negra

Publicado em: 15/05/2019 18:47
Setor responsável: Notícia

Divulgação/AgênciaALBA
Ao propor a criação na Bahia do Dia Estadual da Criança Negra, o deputado Jacó Lula da Silva (PT) conclamou os deputados estaduais e a população baiana a pensar sobre os dias atuais, quando, segundo ele, “as manifestações racistas estão cada vez mais evidentes nas redes sociais”. De acordo com o parlamentar, é preciso fazer “o enfrentamento contra os racistas e contra o racismo”.


O apelo consta da justificativa do Projeto de Lei 23.299/2019, apresentado por Jacó à Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA). “Não podemos mais aceitar que a população negra seja a que menos tem acesso ao mercado de trabalho formal. Que tenha menos acesso à educação e saúde de qualidade. E que essa população seja a mais vulnerável à violência, seja ela policial ou causada pelas milícias e facções criminosas. É preciso reagir para que o racismo e suas mazelas sejam superados”, afirmou.
 

O parlamentar analisa a promulgação da Lei Áurea, que tinha como propósito libertar os negros escravizados. Segundo Jacó, a Lei foi publicada sob pressão. “O que se viu a partir do dia 14 de maio nas ruas foi a população negra, que deixava de ser escravizada formalmente e passava a ser de moradores de rua, favelados, vadios. Só não passaram a ser considerados cidadãos de direitos”.

Jacó chama à reflexão sobre o tratamento que o Estado tem dado à população negra deste país e a considera vítima da pobreza extrema, das mazelas sociais.
 
Segundo a proposição, pesquisadores de universidades do Brasil, Estados Unidos e Inglaterra concluíram que o número de escravizados levados para o Brasil é maior do que se estimava.  “Foram cerca de um milhão e setecentos mil africanos trazidos, na condição de escravos, para a Bahia. Foram mais de nove mil viagens realizadas por navios negreiros. Portanto, não há nada a se comemorar no 13 de maio”, lamenta.
 
Hoje, diz o deputado petista, “ainda presenciamos os diversos casos de trabalho escravo, o qual chamamos de escravidão moderna”. Ele critica o governo do presidente Bolsonaro e finaliza afirmando: “Vemos, todos os dias, um presidente reverberando atrocidades contra a população negra e pobre, os povos e comunidades tradicionais e contra os trabalhadores, em sua maioria representados por cidadãos negras e negros”. 
 



Compartilhar: