Quarta-feira , 24 de Abril de 2019

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Massacre em escola na cidade de Suzano consterna Poder Legislativo

Publicado em: 13/03/2019 21:42
Setor responsável: Notícia

Divulgação/Agência-ALBA
O massacre da Escola Estadual Profesor Raul Brasil, no município paulista de Suzano – onde dois atiradores abriram fogo contra estudantes e funcionários e depois se suicidaram – consternou os deputados na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA). Em diversos pronunciamentos nesta quarta-feira (13), os parlamentares repercutiram a tragédia que vitimou oito pessoas.

O líder da bancada do PT na ALBA, Marcelino Galo, criticou uma fala do senador Major Olímpio proferida após o atentado. “Para ele, a tragédia em Suzano seria evitada se os professores estivessem armados. Nós vivemos tempos de tragédia e temos que ter responsabilidade. Parlamentar, senador, falar um absurdo desse não cabe na civilização atual”, afirmou o petista.

Robinson Almeida (PT) também se insurgiu contra a fala do senador do PSL. “Eu não posso aceitar que um senador da República proponha, ao invés de livros e lápis nas escolas, que os professores agora tenham armas em punho para defender a vida dos seus alunos”, disse.

Zé Raimundo (PT) se associou ao questionamento de Galo sobre o pronunciamento do senador Olímpio, chamando a atenção de que o “País pode entrar numa escalada definitiva de anomia social, ou seja, de desorganização, sem nenhuma eficácia simbólica, como diria o Bourdieu. E numa situação em que as pessoas procuram resolver seus problemas lá na teoria de Hobbes, o homem sendo o lobo do homem”. 

Através de uma questão de ordem, o deputado Targino Machado (DEM) solicitou do plenário um minuto de silêncio como manifestação de pesar. O líder do governo também lamentou a fala do Major Olímpio, à qual qualificou de ‘ignomínia’. “Não creio que deva ter assento em nenhum Parlamento alguém com poder de representação popular para defender a violência como arma contra a violência”, justificou Machado.



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