Quinta-feira , 21 de Fevereiro de 2019

DETALHE DA NOTÍCIA

Petistas destacam aniversário de 39 anos do Partido dos Trabalhadores

Publicado em: 12/02/2019 00:58
Setor responsável: Plenário

Arquivo/Agência-ALBA
O deputado José Raimundo (PT) utilizou o grande expediente da sessão plenária de ontem para registrar o aniversário do Partido dos Trabalhadores (PT), ocorrido no último domingo (10). “Comemoramos os 39 anos do PT num momento dramático”, definiu o parlamentar, lamentando que o maior líder do partido, Lula, está “preso de forma injusta”, num processo cuja falta de provas é unânime entre advogados e especialistas em Direito.

A prisão de Lula, disse o petista, “foi uma grande jogada política da elite brasileira”, que também deu o golpe, “retirando do governo uma mulher honesta, como a Dilma Rousseff”. Na avaliação de Zé Raimundo, “as forças conservadoras e reacionárias conseguiram esse intento com o apoio, inclusive, de parte da grande mídia e, principalmente, de setores da elite representadas no Congresso”.

“Sinto que o Partido dos Trabalhadores não foi compreendido pela burguesia, pelos próprios liberais, que não entenderam o papel histórico fundamental do Partido dos Trabalhadores”, lamentou, fazendo um breve relato de como o partido amalgamou vários movimentos sociais, “novos sujeitos que entraram em cena e o Partido dos Trabalhadores foi fruto daquele dinamismo naquele momento”. O deputado lembrou que ele falava com a consciência de quem participou da fundação do único partido em que militou.

O deputado Jacó Lula da Silva (PT) pediu um aparte em que disse ser “importante olharmos para trás para valorizar o que o Partido dos Trabalhadores fez no nosso país”, ressaltando que “o nosso povo bebia água barrenta, o nosso povo não tinha casa para morar, não tinha energia elétrica, não tinha acesso à educação”. Para ele, o governo do presidente Lula “foi um governo capaz de dialogar com setores da burguesia e implementar um projeto de nação que conseguiu desenvolver programas e projetos tão importantes que o próprio Banco Mundial reconhece que a década de ouro que este país viveu foi exatamente a década governada pelo Partido dos Trabalhadores”.

 Antes, no pequeno expediente, o deputado Marcelino Galo (PT) foi o primeiro a saudar “um dos maiores partidos de esquerda do mundo, o maior partido de esquerda da América Latina que completa 39 anos de serviços à classe trabalhadora”. Ele destacou a originalidade da formação da legenda, em meio “à ditadura militar, e que passou todo o processo no período de construção da democracia, nesse país”, tendo origem nas forças progressistas do sindicalismo moderno”.

Ele lamentou o fato de que o transcurso da data ocorra “tendo a maior liderança popular já forjada na história da classe trabalhadora, na luta do povo brasileiro, como preso político. Então, é um momento complexo da luta política”, avaliou.

Fátima Nunes ocupou a tribuna para questionar “o que seria do país, se ao longo da nossa história não tivesse contado com a ousadia, com a determinação, com a boa vontade, com a militância de homens e mulheres, que por não concordarem com as injustiças sociais, com o desrespeito aos seres humanos, com a fome e a desigualdade, criaram o Partido dos Trabalhadores”.

  “Tivemos a oportunidade de governar o país por 13 anos e que nos afastamos devido a um golpe temeroso”, disse, contando que “foi um período em que o pobre teve o pão na mesa, que o filho do agricultor, do mecânico, da cozinheira, da lavadeira, teve a oportunidade de frequentar a faculdade”. Na Bahia, que antes havia apenas uma universidade federal, “passamos a ter sete novas instituições: e quantos jovens hoje são doutores na medicina, na advocacia, e tantos outros cargos para nossa sociedade?”, enumerou reafirmando que “é com esse louvor que quero parabenizar a todos os companheiros filiados”.


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