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Pedro Tavares defende implantação da cultura de paz nas unidades de ensino
Democrata afirmou que todos deverão "atuar como agentes promotores de desenvolvimento das ações previstas, adotando práticas incentivadoras de soluções pacíficas"

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Com a finalidade de implementar a “cultura de paz” no interior da unidade escolar, o deputado Pedro Tavares (DEM) apresentou projeto de lei, na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), que institui o Programa Mediação Escolar e Comunitária, que engloba “ações que estimulem, incentivem e promovam a melhoria da qualidade do processo de ensino-aprendizagem na educação pública baiana”.​

Para a implementação “da cultura de paz”, serão envolvidos todos os servidores em exercício na escola, “que deverão atuar como agentes promotores de desenvolvimento das ações previstas, adotando, em situações de desarmonia, práticas incentivadoras de soluções pacíficas”. ​
O parlamentar pontua que “conflitos são inerentes às relações humanas, mas não há motivos para permitir que cheguem a manifestações extremas de violência. Por essa razão, cada vez mais se faz necessário cultivar uma cultura de paz nas escolas, procurando evitar os casos de bullyng que, sabemos, causa tantos transtornos à criança ou adolescente vítima”.​

O bullyng, explica Pedro Tavares, “é definido como a prática de atos violentos, intencionais e repetidos contra uma pessoa indefesa, que podem causar danos físicos e psicológicos às vítimas”. O termo deriva do inglês bully, palavra que significa tirano, brigão ou valentão, na tradução para o português. ​

“Seja físico ou psicológico”, prossegue o autor do projeto, “o impacto que gera na vítima é tão expressivo que faz com que o bullying, além de ser um dos principais motivos de suicídios de crianças e adolescentes (a 3ª maior causa de mortalidade nesta faixa etária), seja também o responsável por cerca de 19 mil tentativas de suicídios ao ano apenas nos Estados Unidos”. ​

De acordo com dados revelados na justificativa da propositura, “19% dos alunos entrevistados pensaram em se suicidar; 15% traçaram estratégias para cometer o suicídio; 8,8% executaram os planos suicidas e foram interrompidos por outrem e 2,6% foi a porcentagem das tentativas sérias o bastante que exigiram intervenções e acompanhamento médicos permanentes”. ​
Dentre os casos “mais chocantes de bullycídio, podemos mencionar o do aluno Curtis Taylor, da escola secundária em Iowa, Estados Unidos, vítima por três anos ininterruptos de violência escolar (espancamentos no vestiário, pertences danificados e arremessos diários de leite achocolatado em sua camisa), que se suicidou em 21 de março de 1993”. ​

Na análise de Pedro Tavares, as consequências do bullying “vão além dos problemas de rendimento escolar ou relacionamento social do aluno. Além de catastróficas, como nos casos de automutilação das vítimas, elas podem ser fatais”. ​

O democrata esclarece que o agressor em geral “tem uma mente perversa e às vezes doentia. Ele é consciente de seus atos e consciente de que suas vítimas não gostam de suas atitudes, mas agride como forma de se destacar entre seu grupo. Assim, os agressores pensam que serão mais populares e sentem poder com esses atos”. 
Divulgação/AgênciaALBA
  • Publicado em: 04/01/2019
  • Setor responsável: ASSESSORIA COMUNICACAO SOCIAL
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