NOTÍCIAS
Mãe Stella de Oxóssí - Bira salientou a contribuição da ialorixá para o Candomblé
Petista destacou que religiosa era uma "referência espiritual"

Compartilhe




O Candomblé está de luto. Na tarde desta quinta-feira (27), faleceu a ialorixá Maria Stella de Azevedo Santos, a Mãe Stella de Oxóssi. A religiosa estava internada desde o dia 14 de dezembro e, ontem, devido a uma infecção generalizada veio a óbito. O presidente da Comissão de Promoção da Igualdade, deputado Bira Corôa (PT), manifestou pesar em moção entregue à Mesa Diretora da Casa.

“É um momento que sente todo o povo de santo, todo o Candomblé da Bahia e do Brasil, não só pela perda, mas sobretudo pelo que representa Mãe Stella”, lamentou o parlamentar. Bira ressaltou a referência espiritual da sacerdotisa e a responsabiliza pela popularização do candomblé no mundo. “Sempre foi uma cidadã atuante, que sempre esteve à frente do seu tempo e contribuiu para uma sociedade mais justa e igualitária”. 

Mãe Stella nasceu no dia 2 de maio de 1925, em Salvador. Aos 14 anos foi iniciada no candomblé. Em 1976, aos 51 anos foi escolhida pelos orixás para ser a nova líder do terreiro de São Gonçalo do Retiro. A religiosa foi a quinta ialorixá a comandar o Ilê Axé Opô Afonjá.

Muito homenageada em vida pelo trabalho realizado à frente do terreiro e da religião, Mãe Stella recebeu título de doutor honoris causa pela Ufba e pela Uneb, foi agraciada com a Comenda Maria Quitéria, pela Prefeitura de Salvador, pela Ordem do Cavaleiro, do Governo do Estado da Bahia, e pela Ordem do Mérito, pelo Ministério da Cultura.

A primeira ialorixá no Brasil a escrever livros e artigos sobre o candomblé, Mãe Stella foi eleita por unanimidade para a Academia de Letras da Bahia. Com nove livros publicados, a sacerdotisa ocupa a cadeira de número 33, cujo patrono é Castro Alves.

“Ela sempre esteve preocupada em garantir a preservação da cultura negra, por isso  participava de conferências e dava palestras. No Ilê Axé Opô Afonjá, montou o primeiro museu aberto do candomblé, onde podem ser vistas as roupas e objetos usados pelas mães de santo da casa e pelos orixás”, elencou Bira Corôa.
Divulgação/AgênciaALBA
  • Publicado em: 28/12/2018
  • Setor responsável: ASSESSORIA COMUNICACAO SOCIAL
  • Compartilhar: