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Morte do pai do presidente consterna Legislativo
A morte do pai do presidente Angelo Coronel (PSD), Orlando Alves Martins

A morte do pai do presidente Angelo Coronel (PSD), Orlando Alves Martins, na manhã de ontem, consternou a cidade de Coração de Maria e interrompeu os trabalhos da Assembleia Legislativa. Antes mesmo do início da sessão plenária, em que estavam previstas votações de projetos, os parlamentares decidiram de forma suprapartidária suspender todas as atividades. O falecimento foi recebido com pesar pela população da cidade, onde o comércio fechou as portas em sinal de respeito e centenas de pessoas acompanharam o cortejo fúnebre, junto às autoridades da região e do Estado e 28 deputados estaduais e ex-parlamentares.

Na Assembleia Legislativa, a Comissão de Direitos Humanos, que realizou pela manhã a audiência pública para debater o processo de privatização dos cartórios baianos, fez um minuto de silêncio pela ocorrência fatídica, por iniciativa do presidente Marcelino Galo (PT). Até o fechamento desta edição, diversos parlamentares já haviam apresentado moções de pesar na Secretaria Geral da Mesa.

O transporte foi facilitado para deputados e servidores que se deslocaram até a cidade natal de Coronel para comparecer ao velório, na fazenda da família. Estiveram presentes os deputados Aderbal Caldas (PP), Reinaldo Braga, Nelson Leal (PSL), Sandro Régis (DEM), Carlos Ubaldino (PSD), Pastor Sargento Isidório (Avante), Marcelo Nilo (PSL), Jânio Natal (Podemos), Maria del Carmem (PT), Rosemberg Pinto (PT), Luciano Ribeiro (DEM), Jurandy Oliveira (PRP), Alex da Piatã (PSD), Alex Lima (Podemos), Zé Neto (PT), Bira Corôa (PT), Ângela Sousa (PSD), Fabíola Mansur (PSB), Eduardo Salles (PP), Pablo Barrozo (DEM), Hildécio Meireles (PMDB), Alan Castro (PSL), Manassés (PSL), Marcelino Galo (PT), Roberto Carlos (PDT), Samuel Júnior (PSC), Luiz Augusto (PP) e Gika Lopes (PT).

Pouco antes das 17h um cortejo de aproximadamente 150 carros partiu da fazenda, onde Angelo Coronel fez um breve e emocionado pronunciamento sobre o pai, que havia entrado em coma três anos atrás e estava sendo cuidado pela família num sistema de home care. Ele agradeceu o apoio dos filhos e da esposa, Eleusa, por ter dado até mais assistência ao sogro do que ele mesmo pode prestar. O presidente da ALBA falou brevemente sobre o pai, dos ensinamentos recebidos, contendo a custo as lágrimas quando o cortejo seguiu rumo à Igreja Matriz, para a missa de corpo presente rezada pelos padres Nicanor e Antonio.

Na ocasião, o deputado Angelo Coronel, os vice-prefeitos de Salvador e Feira de Santana, Bruno Reis e Colbert Martins, que representaram os prefeitos ACM Neto e José Ronaldo, estavam entre as autoridades que se postaram para conduzir o féretro até o cemitério. O secretário Nestor Duarte Neto, da Administração Penitenciária, representou o governador Rui Costa; O presidente do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), Francisco Netto, compareceu para se solidarizar com a família de Coronel. Os ex-deputados Ewerton Almeida, Clóvis Ferraz e Graça Pimenta também foram dar um abraço e se solidarizar com o ex-colega de Parlamento.

No cemitério, o presidente do Legislativo pediu ao Pastor Sargento Isidório que se pronunciasse em nome dos parlamentares. Ele falou de forma ecumênica, para todas as religiões. Com a Bíblia elevada em suas mãos, lembrou que a "vida é um jardim e Deus o jardineiro que a semeou e determina a hora da colheita".



Trajetória de Orlando Martins Alves foi marcada pela simplicidade

Orlando Alves Martins gostava de dizer que era um “homem da roça”, de hábitos simples, que apreciava comer miolo de carneiro e, em qualquer situação – nos tempos de dureza ou de fartura - adorava receber amigos em sua casa. Faleceu na manhã desta terça-feira, em Stela Maris, Salvador, na casa de Angelo e Eleusa, aos 92 anos.

Filho de Afonso Alves Martins e Maria da Conceição Barbosa, nasceu em 15 de fevereiro de 1925, em Coração de Maria, no Recôncavo baiano, sua terra natal e morada final, onde foi velado na Fazenda do Coronel e sepultado no Cemitério local.

Fazendeiro por toda a vida, com Myrian (já falecida) gerou os filhos Genaro, casado com Rosemery; Angelo Coronel, marido de Eleusa; Delson, companheiro de Adélia; Maria Olinda, cônjuge de Ricardo; e Carlos Henrique, cuja esposa é Eunice. Mesmo com toda a rusticidade de um homem do campo, fez questão absoluta de deixar para todos os filhos uma fortuna incalculável: o conhecimento e a educação.

A um dos filhos, Angelo, colocou o apelido de “Coronel”, por causa do “pescoço empinado”, da altivez, do seu segundo rebento. A alcunha virou marca registrada do engenheiro civil, formado pela Ufba, que se tornou prefeito de Coração de Maria, deputado estadual por seis mandatos e atual presidente da Assembleia Legislativa da Bahia.

Saboreou as delícias de ser avô ao botar no colo Fernando, Karine, Adriana, Orlando Neto, Carlinhos, Marcos, Mirian, Amanda, Louise, Giselle, Afonso Henrique, Raniere, André, Bárbara, Gesner Neto, Ângelo e Diego Coronel.

E ainda teve o prazer de assistir a sua descendência aumentar com os bisnetos Raniere, Fernanda, Maria Clara, Eduardo, Pedro Henrique, Antônio, Lucas, Davi, Angelo Coronel III, Benício e Diego.

Vander/Agência-ALBA
  • Publicado em: 13/09/2017
  • Setor responsável: ASSESSORIA COMUNICACAO SOCIAL
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